Hoje, a Embrapa Soja conta com 25 hectares destinados às pesquisas com trigo, que já resultaram em oito novas variedades, ''filhas'' do programa de Londrina. ''São seis variedades de trigo pão e duas de trigo melhorador, ambas com alta força de glúten, que atendem às necessidades dos mercados do Paraná e de São Paulo'', enumera Dionísio Brunetta, pesquisador da área de melhoramento genético.
Ele explica que os testes com as novas variedades ocorrem em 15 propriedades espalhadas pelo Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo e a multiplicação das sementes é feita em parceria com produtores de Cascavel e Ponta Grossa. ''Já a comercialização é realizada em conjunto com a Fundação Meridional e o Iapar desde 2001'', declara.
De acordo com Brunetta, a BR-208 é a segunda variedade mais cultivada no Paraná e a segunda mais vendida em volume de sementes. Esta cultivar, desenvolvida pela Embrapa, também é indicada para as regiões do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, por seu potecial de rendimento e resistência às principais doenças.
No Paraná, a produção de trigo é classificada de acordo com a região de plantio, definida a partir do acompanhamento das temperaturas mais baixas de cada região, considerando os períodos de geadas mais intensas e prejudiciais ao trigo, além de fatores como latitude, altitute, tipos de solo e ocorrência de chuvas.
O Norte e Oeste do Estado, em função do clima, produzem trigo de alta força de glúten, enquanto o Sul região mais fria cultiva o trigo de baixa força de glúten, usado para produção de bolachas e pizzas, chamado de ''trigo brando''. Do total produzido, cerca de 600 mil toneladas de trigo são consumidas internamente e o restante, aproximadamente 2 milhões de toneladas, é vendido para indústrias moageiras de São Paulo e Rio de Janeiro. (M.G.)

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