O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) possui várias pesquisas relacionadas a organismos geneticamente modificados. Uma delas envolve uma variedade de laranja rica em prolina, aminoácido antioxidante, que traz benefícios à saúde humana. Ainda em estufa, o próximo passo é iniciar as pesquisas com a planta em campo para disponibilizar o quanto antes a variedade para o mercado, avalia o pesquisador Eduardo Fermino.
"Já entramos em contato com o Conselho Nacional de Biossegurança (CTNBio) para avaliação", destaca. Fermino salienta que a burocracia nesse processo é muito grande, o que dificulta o trabalho dos pesquisadores. Em relação a aceitação desse tipo de produto, o especialista acredita que os novos organismos geneticamente modificados deverão ser bem aceitos pelo consumidor.
O Iapar atua na avaliação e melhoramento de espécies voltadas à produção de óleos vegetais para o consumo humano e biocombustíveis. Além disso, a instituição foca os estudos na área de melhoramento genético e também em marcadores moleculares.

Benefícios
Outro ponto a favor dos organismos geneticamente modificados para a saúde humana é a redução no número de aplicações de defensivos agrícolas. Uma dessas tecnologias, desenvolvida pela Embrapa, é uma variedade de feijão resistente ao mosaico dourado do feijoeiro, identificado no País em 1960.
De acordo com o pesquisador Francisco Aragão, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o vírus do mosaico já chegou a comprometer 70% da produção na região de Brasília. Segundo o especialista, há relato de produtores que fizeram até 16 aplicações de defensivos, o que aumentava os custos de produção, além dos danos ambientais. Segundo o especialista, a nova variedade da Embrapa necessita de apenas três aplicações de agroquímicos. (R.M.)

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