O mercado de hortigranjeiros não deverá ter variação de preços até março do ano que vem. A previsão é do analista de comercialização João Batista Perusso Veiga, das Centrais de Abastecimento (Ceasa), de Curitiba. Frutas e verduras estão em pleno período de safra.
Veiga destaca que ocorrem pequenas variações dependendo da oferta do produto no mercado, como nos dias em que as chuvas interferem na colheita. ''É uma época de sobe e desce diário com índices médios de 10%'', afirma. Ele exemplifica com o chuchu que no início da semana teve alta de 15% e na quarta-feira o preço já estava 10% mais baixo.
As festas de final de ano, segundo ele, não interferem nos preços, pois a demanda é constante. ''O que ocorre é um aumento no volume da mercadoria ofertada''.
O analista de comercilaização do Ceasa reclama que a lucratividade do produtor está ''deixando a desejar''. O maior prejuízo do setor, segundo ele, é promovido pelas ofertas das grandes redes de supermercado. ''O produtor entrega frutas e verduras com preços até abaixo do custo. Ele se vê forçado a participar dessas ofertas para não perder o cliente'', reclama.
O consumidor, na avalição de Veiga, não tem do que reclamar, mas ele destaca que esse ''benefício'' das grandes ofertas vão tirando a capacidade de investimento do produtor. ''Tem muita gente desanimada'', garante.
A melhoria no setor, na opinião do analista, depende de apoio do Governo Federal, como uma política de juros subsidiados para a safra. ''Os preços das sementes e adubos são muito caros'', reclama.

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