O mercado interno de milho, esta semana, foi marcado pela lentidão nas ofertas, com poucos negócios. Os lotes negociados eram pequenos com prazos de pagamento mais curtos. Aumenta a pressão da demanda, uma vez que os compradores precisam adquirir a mercadoria e, desta maneira, diminuem a resistência em absorver as últimas altas dos preços. Na verdade, que preciso do produto paga o que o mercado, escasso, está ''mandando''.
No entanto, segundo a FNP Consultoria & Mercado, a oferta de milho é curta e ''qualquer lote é disputado por compradores de todo o país'', o que pressiona ainda mais os preços para cima. Em algumas regiões, já não há milho para comercialização local. Na quarta-feira, houve correções dos preços em diversas praças, informa a FNP. Em Pato de Minas (MG) a saca de 60kg do milho no mercado disponível foi comercializada a R$ 23,00, alta de 4,6% em um dia. Em Maringá a cotação do milho ficou em R$ 22,00/sc, alta de 7,3%. A variação média semanal de preços no mercado de milho disponível é de 5,4%, considerando os preços de quarta-feira.
Seca e lagarta -- O Paraná já plantou cerca de 60% das lavouras de verão, apesar do clima seco nas regiões norte, noroeste e centro-oeste. O clima é desfavorável para a cultura resultando na ocorrência da lagarta do cartucho e prejudicando o desenvolvimento da cultura, no entanto cerca de 50,4% da produção dos estado está concentrada na região sul do estado onde as condições de plantio são adequadas.

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