Ocepar avalia safra como positiva
"Não é o melhor dos mundos, mas estamos satisfeitos." É assim que o assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, define como estão os trabalhos de colheita da primeira safra no Estado.
Robson explica que a safra "vem boa", com alguns percalços e atrasos em regiões pontuais, mas adiantada em outras, como na região Oeste. As cooperativas paranaenses devem receber 70% da oleaginosa produzida algo em torno 11,5 milhões de toneladas, segundo os números do Deral e 65% do volume de milho, ou três milhões de toneladas. "As cooperativas estão atuando forte neste recebimento. Tivemos apenas um problema no extremo Oeste devido ao clima quente, mas no geral estamos satisfeitos, já que houve incremento em relação ao ano passado", explica.
Ele acredita que as médias nas cooperativas em relação à produtividade de soja devem ficar em torno de 130 sacas por alqueire, com um leve incremento no Sudoeste, podendo atingir a marca de 150 sacas por alqueire. "O produtor não está desesperado. Os preços retraíram em comparativo ao ano passado, não estão uma maravilha, mas o câmbio tem ajudado", projeta o representante da Ocepar.
Na região de Londrina, o engenheiro agrônomo da Cooperativa Integrada Alexandre Teston Semensato informa que a colheita de soja engloba 10% da área de atuação da cooperativa, referente aos produtores que plantaram no início de outubro. "Eles estão um pouco frustrados, mas estão colhendo bem, em média de 130 sacas por alqueire."
Aqueles que não enfrentaram o veranico que plantaram posteriormente a outubro devem atingir a casa das 170 sacas por alqueire na região. "Alguns apostaram na tecnologia Intacta e acredito que podem chegar as 190 sacas por alqueire. Ano passado, o clima secou 30% da soja, pelo menos este ano toda a produção está salva", complementou Semensato.
Já na região de Maringá, nas cidades de Floresta, Itambé e Quinta do Sol, o engenheiro agrônomo da Integrada Valdecir Cravo comenta que os produtores estavam surpresos com os primeiros resultados da colheita. "O início foi complicado, com atraso do plantio e alguns períodos de seca. A chuva veio, normalizou a situação e a cultura se desenvolveu muito bem. Devemos ter áreas variando em produtividade de 130 sacas a 170 sacas de soja por alqueire", estima (V.L.).






