A assistente social Rosângela Arimateas Caldas, da Emater de Londrina, explica que o objetivo do programa Vila Rural não é fazer com que as famílias sobrevivam do que é produzido no lote, mas garantir uma melhor qualidade de vida ao trabalhador rural.
Muitas das famílias beneficiadas pelo programa moravam em casas alugadas e sem a mínima estrutura sanitária. A técnica cita que o aluguel cobrado nos distritos é caro. ''Nas vilas eles têm uma boa casa, com saneamento básico, além da área para plantio de subsitência ou mesmo auxílio no orçamento familiar'', destaca.
Desde 1988, no Paraná, de acordo com a técnica, não houve nenhum programa de habitação para a zona rural. As vilas surgiram então como uma boa opção de moradia. As tarifas de água e luz são baixas e a prestação do lote não chega a R$ 22,00. ''É mais barato bancar essa pessoas na zona rural do que na cidade'', afirma.
Apesar da área pequena, a técnica diz que a maioria dos vileiros está vivendo bem. A geração de empregos no campo, destaca, exige menos investimentos. ''O Programa Paraná 12 Meses mostra que, com recursos baixos, é possível gerar empregos e renda''.
Rosângela destaca ainda que as mulheres da agricultura familiar estão desinformadas sobre os seus direitos previdenciários, como o auxílio maternidade e outros benefícios concedidos pela saúde. As atividades que realizam na propriedade podem ser considerados como uma jornada de trabalho. ''Os peritos da previdência não costumam repassar essas informações'', critica. Além do desconhecimento, a concessão desses direitos fica prejudicada porque nos documentos elas são identificadas apenas como ''donas do lar''. (C.G.)

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