fitoterapia é a forma de tratamento à base de plantas medicinais, baseada nos conhecimentos tradicionais e comprovada pelas evidências científicas.

Devido à sua eficácia comprovada, à menor incidência de efeitos colaterais e a seu baixo custo, sua utilização torna-se imprescindível nos cuidados com a saúde tanto individual quanto nos serviços de saúde.

O ditado: ''Se bem não faz, mal também não fará'' infelizmente não é verdadeiro, devendo a fitoterapia ser utilizada com alguns cuidados:

- Não fazer uso do que não conhece;
- Não utilizar plantas de beira de estradas e contaminadas por agrotóxicos;
- Respeite a dose e a forma de uso recomendada;
- Faça o preparo de preferência no momento do uso;
- Evitar o uso de fitoterápicos em gestantes, crianças menores e em pacientes portadores de doenças crônicas, salvo sob orientação médica;
- Cuidado com associações entre fitoterápicos e destes com medicamentos de síntese;
- Não tome, e não substitua remédios sem o conhecimento e a aprovação de seu médico;
- Na presença de efeitos colaterais ou quando não houver melhora, procure o serviço de saúde.

Sempre se lembre que um tratamento de saúde, mais do que tomar um remédio, envolve outros cuidados, como alimentação, higiene, atividades físicas e equilíbrio mental, e que um profissional de saúde está capacitado para estas orientações, bem como para ajudá-lo a escolher a melhor opção terapêutica.

Algumas plantas medicinais desaconselhadas para uso interno:
- Arnica; - Arruda; - Aveloz; - Babosa; -Erva de Santa Maria; - Confrei; - Guiné; -Losna; -''Mertiolate''; - Mirra; - Cânfora

Colheita e preparo das plantas:

- Colher a planta preferencialmente pela manhã, após a evaporação do orvalho, com as mãos ou com instrumentos de aço inoxidável;
- Colher somente o que vai ser utilizado, preservando a planta sempre que possível;
- Secar as partes mais delicadas das plantas na sombra (folhas, flores e pequenas sementes) e no sol as partes mais grosseiras (cascas, raízes, frutos e sementes maiores), sempre protegendo-as de insetos e outras impurezas;
- Guardar em sacos de papel pardo, sempre em local seco, ventilado e ao abrigo da luz;
- Xaropes e chás, devem ser guardados em geladeira, ou outro local fresco;
- Não utilizar ervas que possuam mofo, fungos ou outras impurezas;
- Utilizar sempre que possível, utensílios de vidro, louça ou plástico para a manipulação e preparo de plantas medicinais.

Formas de uso de fitoterápicos:

Uso interno:

- Infusão: Adicionar água quente (não fervendo) sobre a planta, em recipiente adequado, abafando por 10 minutos. Usado para folhas, flores e pequenas sementes;
- Decocção: Ferver a planta por alguns minutos. Usado para raízes, cascas, frutos e sementes maiores;
- Maceração: Esmagamento da planta em água fria;
- Sucos: Planta fresca centrifugada ou no liquidificador;
- Xarope: Chá da planta, concentrado e espessado com açúcar ou mel;
- Inalação: Aspirar o vapor despreendido pelo chá da planta;
- Comprimidos e cápsulas: Forma industrializada de uso de fitoterápicos.

Uso externo:

- Tinturas: Planta macerada com álcool e aplicada sobre o local afetado;
- Cataplasma: Pasta preparada com plantas frescas e aplicada sobre o local afetado, frio ou morno;
- Unguento: Planta preparada com vaselina e utilizada após esfriar;
- Compressa: Aplicação do chá, em um pano, sobre a área lesada;
- Banho: aplicação do chá diretamente sobre a área lesada;
- Bochechos e gargarejos: Formas de uso dos chás sobre a mucosa oral;
- Xampu: diluição do chá com sabão líquido para aplicação nos cabelos.


Algumas plantas e seus principais usos:

Abacateiro: diurético
Acerola: antioxidante
Agrião: digestivo e expectorante
Alcachofra: hepatoprotetor, reduz o colesterol
Alecrim: digestivo, tônico do sistema nervoso
Alfavaca: antiespasmódico, digestivo
Alho: antihipertensivo, antibiótico, diminui a viscosidade sanguínea
Arnica: contusões (uso externo)
Arruda: piolhos, sarna (uso externo)
Aveia: laxante
Babosa: uso externo em queimaduras, cicatrizante
Bálsamo: uso externo em queimaduras, cicatrizante
Berinjela: reduz o colesterol
Boldos: hepatoprotetor, digestivo
Calêndula: antisséptico e antiinflamatório (uso externo)
Camomila: antiespasmódico, calmante, digestivo, anti-inflamatório tópico
Canela: estimulante, expectorante
Cânfora: uso tópico em contusões
Capim limão: hipertensão arterial, dores musculares, cefaléias tensionais
Carqueja: digestivo, reduz o colesterol
Catinga de mulata: uso tópico em contusões
Cavalinha: diurético
Confrei: cicatrizante em úlceras, auxilia no tratamento de psoríase (uso externo)
Dente de leão: diurético, digestivo
Erva-de-bicho: hemorróidas, varizes
Erva de São João: uso tópico em contusões
Erva doce - funcho: antiespasmódico, antiflatulência (elimina os gases)
Espinheira Santa: digestivo, gastrites
Eucalipto: expectorante e antisséptico de vias aéreas superiores - acima de 01 ano de idade
Gengibre: anti-emético, digestivo, antigripal - obs: pode elevar a pressão arterial
Goiaba: antidiarreico
Guaco: broncodilatador, expectorante
Guaraná: estimulante geral
Hortelã: digestivo, vermífugo (giardíase), expectorante
Jurubeba: digestivo
Lípia (falsa melissa): digestivo, antiflatulência, calmante
Malva: antiinflamatório tópico
Maracujá: calmante (suco e chá das folhas)
Melão de São Caetano: hipoglicemiante (auxilia no tratamento do diabetes)
Melissa: calmante
Mil folhas: analgésico
Pata de vaca (''com espinhos''): hipoglicemiante (auxilia no tratamento do diabetes)
Poejo: broncodilatador, expectorante (acima de 01 ano de idade)
Pfáffia (ginseng brasileiro): estimulante geral, auxilia no tratamento de gripes e diabetes
Quebra-pedra: auxilia no tratamento de ''pedras nos rins''
Rubin: uso tópico em contusões
Sabugueiro: diurético (raiz) uso tópico para queimaduras e sarampo (flores)
Salsa: hipertensão arterial
Sálvia: digestivo
Sene: laxante
Soja: sintomas do climatério e menopausa
Tansagem: cicatrizante e antiinflamatório tópico (folhas) laxante (sementes secas)

Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.


Fonte: Folder de Fitoterapia -Pref. Municipal de Londrina e IAPAR. Autor: Dr. Rui Cépil Diniz

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