O supérfluo que dá lucro
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sexta-feira, 09 de setembro de 2005
Célia Guerra<br>Reportagem Local 
Aprodução de ovos de codorna foi a opção encontrada pelo dekassegui Edson Miyoshi, de Arapongas (37 km a Oeste de Londrina) para investir o dinheiro trazido de um período de trabalho no Japão. Na decisão, ele aproveitou a experiência do sogro que já lida com a produção e comercialização de ovos de galinha há 50 anos e com informações apresentadas pelo programa de TV Pequenas Empresas Grandes Negócios .
A atividade teve início há oito anos, com um plantel de 22 mil aves. Atualmente, o aviário tem capacidade para 180 mil aves mas o número de codornas em produção está em 150 mil. A produção diária de ovos é de 130 mil ovos, comercializados in natura na região, mas o maior mercado são restaurantes de litoral. No Rio de Janeiro temos mais volume de venda, informa.
Miyoshi destaca que os ovos de codorna têm um consumo diferente dos ovos de galinha, pois não integra a rotina de alimentação das pessoas, não sendo considerado um produto de primeira necessidade. É um aperitivo, ou mesmo uma opção de salada, explica. Mesmo assim, ele está satisfeito com os resultados. Tem mercado para o produto, revela.
O produtor está investindo na construção de mais dois aviários elevando a produção para mais de 200 mil codornas. A atividade é considerada bastante difícil e, segundo ele, é preciso sorte para ter sucesso. A região de Londrina, afirma, já teve mais de 20 criadores mas a maioria desistiu da atividade. Hoje, se resume a quatro aviários. As aves são sensíveis e exigem atenção constante.
Como o objetivo da criação é a produção de ovos, ele trabalha exclusivamente com fêmeas, adquiridas de um fornecedor de Assis (SP). Como ainda não possui uma estrutura de berçario, o criador traz as aves com 32 dias.
A postura começa, em média, com 45 dias, e o período se estende até a ave completar um ano de vida.
A capacidade de produção de cada codorna varia de 23 a 25 ovos/mês.
O criador não cita números mas considera elevado o índice de mortandade da granja. Especialistas apontam que o ideal seria uma média inferior a 4%. Entre as razões das mortes, ele credita ao estresse da viagem até a granja. Por isso, ele estuda a possibilidade de montar uma unidade para o recebimento de aves mais jovens, com um dia de nascidas.
Com o fim do ciclo de postura as aves descartadas são conduzidas para o abate.
Mas no Paraná, segundo Miyoshi, o consumo da carne é inexpressivo e não atrai criadores.
Ele vende as codornas para um frigorífico no interior do
Estado de São Paulo.


