A pequena produção de leite (cerca de 15 litros por dia) tirada das três vacas leiteiras da propriedade, dona Cida transforma em deliciosos queijos, que são vendidos na vizinhança.
A família garante que o queijo é especial, o que foi comprovado pela equipe de reportagem durante um delicioso café, acompanhado de leite, pão e doces caseiros, de leite e abóbora. Um típico café do sítio. ''É um queijo sem furos, bem compactado, que se for cortado bem fininho, parece uma mussarela'', afirma seu Amadeu, elogiando a produção da mulher.
São apenas três queijos por dia, preparados no capricho, na pequena cozinha da casa. Com touca, máscara e avental, dona Cida coloca a mão na massa. Depois de amornar o leite, ela acrescenta uma colher de sal e uma colher de coalho (leite descansado por duas horas).
A forma plástica que molda o queijo é improvisada. ''Queria uma forma maior, de 1 quilo e as formas compradas prontas são menores. Então, pegamos um pote plástico e fizemos pequenos furos com a furadeira, por onde escorre a água do leite''.
O segredo é espremer bem e escorrer todo o soro da massa. ''O que manda aqui é compactar o queijo na forma''. A massa vai para a geladeira, onde fica durante três horas. ''Tem freguês que quer o queijo mais 'curadinho', mas tem que deixar o queijo aqui na minha geladeira. Na casa deles vai na hora, nem dá tempo de curar''.
As técnicas de fabricação de queijo e derivados, além da fabricação de pães e conservas, dona Cida aprendeu nos cursos oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e pela Emater, que dá toda a assistência à produtora. Nas horas vagas, dona Cida ainda faz artesanato para vender. ''Não quero outra vida. Morar na cidade, nem pensar''. (M.O)

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