O poder das plantas medicinais
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sábado, 26 de janeiro de 2002
Carolina Avansini Reportagem Local 
Estudar as propriedades medicinais de ervas, frutas e outras plantas tem sido o objetivo de vida do professor Lelington Lobo Franco, químico formado pela Universidade Federal do Paraná e responsável por cursos de extensão universitária na área de terapias naturais. Autor de dois livros sobre o tema (As incríveis 50 frutas medicinais e As sensacionais 50 plantas medicinais campeãs de poder curativo), Franco se interessou pelo assunto ao tentar seguir os preceitos da Igreja Adventista, que prima pela qualidade na alimentação e apregoa a utilização de produtos naturais.
Comecei a conhecer as propriedades das plantas na igreja e quando entrei na faculdade passei a pesquisar as características químicas dessas substâncias, contou. Depois de formado foi convidado pelo Instituto Sul-Americano de Ciências e Naturopatia Aplicada (Iscina) para ministrar cursos sobre o poder curativo das plantas, atividade que exerce até hoje. Como os alunos lhe cobravam livros sobre o conteúdo das aulas ele decidiu colocar seus conhecimentos no papel.
O primeiro livro, sobre plantas medicinais, foi concebido durante umas férias no inverno frio de Nova York. Nevava muito e fiquei confinado, por isso comecei a pesquisar em bibliotecas e revistas americanas, contou, revelando que a temporada rendeu o material necessário para a publicação da obra. Os conhecimentos também são utilizados em uma linha de produtos fitoterápicos desenvolvida em seu laboratório.
Frutas medicinais O sucesso do primeiro livro estimulou o autor a escrever a segunda obra, sobre as propriedades das frutas. Percebi que não havia bibliografia sobre esse tema, por isso passei a pesquisar os princípios ativos desses alimentos, relatou.
O livro detalha todas as propriedades das frutas e esclarece confusões que as pessoas fazem sobre as carcterísticas das frutas. A laranja, por exemplo, não tem grande concentração de vitamina C como costuma-se divulgar. A acerola é bem mais rica, disse, lembrando que a fruta amazônica Camu-Camu é a que apresenta maior concentração.
O pesquisador acrescentou que diferentemente de certas plantas, as frutas não curam doenças, mas previnem-nas. O consumo de cinco a seis porções diárias fortalece o sistema imunológico, observou.
Divulgação Lelington informou que o objetivo de seu trabalho é divulgar as propriedades medicinais das plantas e os benefícios trazidos pelo consumo das frutas. Por isso, além de escrever livros e ministrar cursos, ele tem participado de vários programas de televisão em rede nacional para falar sobre o assunto. O interesse das pessoas é grande.
Para adotar um tratamento a base de plantas medicinais, porém, é preciso tomar alguns cuidados. É importante se orientar com pessoas preparadas que estudam fitologia e adquirir os produtos em lugares idôneos. Também não é recomendável substituir tratamentos médicos por plantas sem a orientação de seu médico, orientou.
O pesquisador tem planos de dar continuidade ao trabalho publicando novos títulos. Uma das obras é As fantásticas plantas medicinais da Amazônia. Outra idéia é publicar um livro direcionado às crianças e outro sobre as propriedades das hortaliças. Também tenho pronto o livro A ciência trata e evita o câncer, acrescentou.
Serviço Os dois livros foram editados pela editora Lobo Franco e encontram-se disponíveis nas livrarias. O telefone da editora é (41) 252-7015 ou (41) 252-0953. Para falar com o autor escreva um e-mail para [email protected] ou ligue para (41) 352-4005.


