O perigo mora ao lado
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
Marta Ortega<br> Reportagem Local 
Com enfoque na sanidade avícola, representantes do setor discutiram em Londrina a situação das indústrias e dos criadouros de frango de fundo de quintal em todo o Paraná. A preocupação é a falta de controle de doenças que possam atingir as indústrias, já que as granjas caseiras estão mais propensas à falta de controle de sanidade. A reunião encabeçada pela Associação dos Médicos Veterinários de Londrina (Amvet) com a Unidade Técnica Regional de Londrina (Utra) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, discutiu também a necessidade de vacinar ou não as aves contra a doença de newcastle, principal ameaça para a avicultura.
A doença que ataca o sistema respiratório das aves e chega a ser confundida com a gripe aviária, já foi responsável pela exportação do produto (Veja Box). O Ministério da Agricultura declarou o país livre da doença em 2003, mas os cuidados continuam, principalmente pela proximidade de algumas granjas com as indústrias.
Segundo Lucimar Gonçalves de Souza, diretora da Amvet, a doença na avicultura industrial é controlada desde o nascimento dos pintinhos (frango de corte), que são vacinados no primeiro dia de vida. Já as matrizes têm programa de vacinas com reforços, o que garante a saúde das aves. ''Nosso maior problema é que essa segurança tem que existir em todos os setores, inclusive nas granjas de fundo de quintal onde o controle de sanidade é mais difícil''.
Em todo o Paraná, dez mil famílias produzem frango de corte em pequenas áreas e o risco, de acordo com Lucimar, ''está em todos os locais''. Para a diretora da Amvet, além das aviculturas caseiras, o problema maior são as aves migratórias. ''Todos os surtos de newcastle no Brasil aconteceram na avicultura caseira, que não tem controle, monitoria e é muito suscetível porque está no meio da avicultura industrial. As indústrias tentam trabalhar ao redor das granjas caseiras com malhas cercando as áreas, mas os riscos são grandes porque não existe controle sanitário nenhum''.
Apesar dos riscos, a diretora da Amvet afirma que não existe motivo para pânico. ''Discutir sobre a possibilidade de vacinar ou não as aves é natural. Os riscos existem e as formas de prevenção precisam ser avaliadas sempre'', concluiu.


