Eduardo Perilla cuida do cultivo e da pesquisa de frutas exóticas como a Physalis  e o Lulo - também conhecido como "laranjinha"
Eduardo Perilla cuida do cultivo e da pesquisa de frutas exóticas como a Physalis e o Lulo - também conhecido como "laranjinha" | Foto: Reprodução


Com uma grande variedade de recursos naturais, a Colômbia pode ser considerada o "paraíso das frutas". Mas o potencial do Brasil para a fruticultura é grande e vem despertando o interesse de produtores. Além de espécies bem conhecidas, variedades exóticas vêm ganhando o gosto dos brasileiros. O Multi Agro dessa semana mostra uma propriedade em Guaravera, aproximadamente 50 km de Londrina, que é dedicada ao cultivo e pesquisa de frutas exóticas como a Physalis e o Lulo - também conhecido como "laranjinha".

Eduardo Perilla é um engenheiro agrônomo colombiano que mora no Brasil há 13 anos e há três começou a executar o projeto de melhoramento genético de algumas espécies. "O objetivo dessa zona experimental é explorar alternativas economicamente produtivas e sustentáveis para os pequenos produtores", afirma ele citando o objetivo da unidade experimental. Além das variedades originárias da Colômbia, ele também planta e faz experimentações com mirtilo, morango, amora e framboesa.

Com um sabor ao mesmo tempo ácido e doce, a physalis é muito utilizada para fazer geleias, molhos, sucos e doces finos. Por ser originária de climas cafeeiros, ela se adaptou muito bem com o solo da região de Londrina. "Essa fruta é cem vezes mais rica em vitamina C, quando comparada com a laranja", diz ele. Na Colômbia existe um mercado muito grande para ela, o que acaba tornando o país o principal exportador da fruta no mundo.

De acordo com o profissional, o solo existente no Norte do Paraná colabora muito para o cultivo dessas espécies, sendo necessário apenas algumas correções. "Por ser uma estação experimental, fizemos um trabalho preliminar de correção de acidez do solo, incorporação de nutrientes e muita matéria orgânica", diz ele, que não utiliza nenhum tipo de agrotóxico no cultivo das variedades.

Na propriedade de 20 mil metros quadrados, Perilla distribui as espécies de frutíferas e destaca que a atividade é uma opção excelente para quem deseja recuperar a qualidade da terra degradada por meio do reflorestamento. "Com a entrada de hortifrutícolas e de uma diversidade genética alta, quanto mais frutas menos pragas, menos doenças, menos custos e mais manejo agroecológico", resume.

Para a adotar a fruticultura com espécies exóticas, Perilla ensina que o ideal é ter um pool de pelo menos quatro variedades diferentes, com área miníma de mil metros quadrados cada uma. "Quando o produtor já domina a técnica, ele já vai poder começar a pensar em áreas maiores, mas sempre dentro da proposta de ter o maior número de espécies. O Multi Agro vai ao ar no domingo às 8h na Multi TV (canal 20 e 520 da NET) com reprises diárias.

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