O novo café do Paraná se defende do frio
O novo café do Paraná se defende do frio
Considerando que a cafeicultura paranaense vinha sofrendo seguidos prejuízos com as geadas, e em boa parte já estava sendo substituída pela soja (em muitos casos pelo milho, e até pelo capim), e a importância econômica e social (maior empregador permanente de mão-de-obra, no Estado), era preciso evitar o fim do café.
Para recuperar em parte a cafeicultura do Paraná, o Programa de Pesquisas Cafeeiras do Iapar elaborou novo modelo tecnológico para o café, baseando-se em tecnologias que possibilitam a auto-sustentação da propriedade, incluindo diversificação integrada, alta eficiência produtiva, melhoria da qualidade do café e melhor aproveitamento dos recursos naturais.
Esse modelo colocava os cafeeiros em pequenas áreas adensadas, de modo a não se tornarem monocultura novamente. Mas, como o cafeeiro tropical não tem tolerância ou resistência ao frio, era preciso recomendar métodos de proteção das plantas, para diminuir os efeitos de geadas, de modo que fosse possível a exploração econômica da cultura dentro de um nível de risco aceitável.
Algumas das principais medidas de defesa indireta, analisadas pelo Iapar: aquecimento - indicado para uso em viveiros; irrigação por aspersão - se em viveiro, ele deverá ser irrigado ininterruptamente, a partir do momento em que a temperatura atingir o nível crítico de + 2 graus, para impedir que a temperatura desça abaixo de zero grau; manter a lavoura livre de invasoras ou de cobertura morta, no período de inverno, para que durante o dia o solo possa armazenar calor; eliminar a vegetação de porte alto, abaixo do cafezal, para facilitar o escoamento do ar frio; manter a lavoura bem conduzida, com bom controle de pragas, doenças e adubação; chegar terra ao tronco dos cafeeiros que ainda não formaram saia; enterrio total de mudas com até um ano de idade.(J.O.)





