A ­área plan­ta­da com se­men­tes ge­ne­ti­ca­men­te mo­di­fi­ca­das atin­giu 125 mi­lhões de hec­ta­res em 2008, cres­ci­men­to de 9,4% em 2008 so­bre os 114,3 mi­lhões de hec­ta­res no ano an­te­rior. O nú­me­ro foi di­vul­ga­do pe­lo Ser­vi­ço In­ter­na­cio­nal pa­ra Aqui­si­ção de Apli­ca­ções em Agro­bio­tec­no­lo­gia (­ISAAA).
  Es­te é o sex­to ­maior cres­ci­men­to re­gis­tra­do em ­área des­de que a en­ti­da­de pas­sou a rea­li­zar o le­van­ta­men­to. No en­tan­to, es­ta é a pri­mei­ra vez que a ­ISAAA re­gis­tra ex­pan­são in­fe­rior a ­dois dí­gi­tos. Atual­men­te, 25 paí­ses cul­ti­vam or­ga­nis­mos ge­ne­ti­ca­men­te mo­di­fi­ca­dos (­OGMs), dos ­quais 15 são paí­ses em de­sen­vol­vi­men­to.
  A ­ISAAA des­ta­cou a rá­pi­da ado­ção da tec­no­lo­gia na Áfri­ca, que con­ta­bi­li­zou a en­tra­da de ­três no­vos paí­ses na lis­ta dos pro­du­to­res de trans­gê­ni­cos. Atual­men­te, ­além da Áfri­ca do Sul, Bur­ki­na Fa­so e Egi­to tam­bém cul­ti­vam ­OGMs.
  O Bra­sil, com 15,8 mi­lhões de hec­ta­res cul­ti­va­dos com so­ja, al­go­dão e mi­lho, es­tá na ter­cei­ra po­si­ção no ran­king dos maio­res pro­du­to­res de trans­gê­ni­cos. Es­ta­dos Uni­dos (com 62,5 mi­lhões de hec­ta­res) e Ar­gen­ti­na (com 21 mi­lhões hec­ta­res) li­de­ram a lis­ta. Nes­tes ­dois paí­ses, a ­área com ­OGMs re­pre­sen­ta 80% do to­tal cul­ti­va­do.
  O ­maior cres­ci­men­to da ­área plan­ta­da com trans­gê­ni­cos foi re­gis­tra­do no quar­to co­lo­ca­do do ran­king: a Ín­dia, on­de se re­gis­trou um acrés­ci­mo de 23% pa­ra 7,6 mi­lhões de hec­ta­res. Em quin­to lu­gar, vem a Chi­na com 3,8 mi­lhões de hec­ta­res.
  A so­ja ain­da é a prin­ci­pal cul­tu­ra en­tre os trans­gê­ni­cos, mas a ­ISAAA apon­ta o po­ten­cial de cres­ci­men­to do ar­roz, es­pe­cial­men­te na Chi­na, ­país que ­mais in­ves­te re­cur­sos em pes­qui­sa. ‘‘Em 2015, com avan­ço das pes­qui­sas, o ar­roz po­de­rá ser a prin­ci­pal ­cultura’’, afir­ma Cli­ve Ja­mes, pre­si­den­te do Con­se­lho de Ad­mi­nis­tra­ção do ­ISAAA.
  Com as pes­qui­sas pa­ra lan­ça­men­to de ar­roz trans­gê­ni­co na Chi­na, Ja­mes pre­vê que em 24 me­ses es­ta tec­no­lo­gia já es­ta­rá dis­po­ní­vel pa­ra os agri­cul­to­res lo­cais. ­Além dos chi­ne­ses, os pro­du­to­res da Ín­dia, In­do­né­sia e Fi­li­pi­nas tam­bém in­ves­tem em pes­qui­sas pa­ra es­ta cul­tu­ra. Ou­tro fa­tor que de­ve pu­xar uma no­va on­da de cres­ci­men­to do plan­tio de trans­gê­ni­cos é a ado­ção de se­men­tes que com­bi­nam ­duas ou ­três ca­rac­te­rís­ti­cas, co­mo a re­sis­tên­cia aos her­bi­ci­das e à se­ca.

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