Durante as vistorias os produtores utilizam uma planilha de controle, em que são anotados os números de manchas em cada folha. ‘‘Com menos de mil pontos, continuamos o monitoramento. Com mais de mil pontos, recomendamos a aplicação do fungicida’’, explica Fernando Oliveira, da Emater. Os gráficos também ajudam a controlar a evolução da doença.
  De acordo com o agrônomo, no último ano, em áreas monitoradas, foram feitas sete aplicações de fungicidas nas lavouras da região. ‘‘Nos locais onde não há monitoramento são feitas até nove aplicações’’. Obedecendo o calendário, entre a primavera e o verão, a cada 20 ou 25 dias são feitas aplicações para controlar a doença. ‘‘É um instrumento para fazer a aplicação de veneno de forma mais racional’’.
  Apesar do alcance do monitoramento, dos 100 proprietários da região, apenas 40 se utilizam dos serviços, seguindo rigorosamente as recomendações de aplicação de fungicida. Reuniões periódicas são feitas para conscientizar os produtores. ‘‘Queremos o envolvimento de um maior número de produtores no programa, para não corrermos o risco de as lavouras controladas sofrerem com o ataque da doença’’
  Outra ferramenta que deve incrementar o monitoramento são as placas de sinalização. Com as cores verde, amarelo e vermelho elas vão indicar aos produtores a necessidade ou não de aplicar fungicida nas lavouras da região. Oliveira informa que elas serão colocadas em pontos estratégicos da cidade e poderão ser avaliadas por todos os produtores da região. ‘‘O verde indica que a lavoura não precisa de aplicação, o amarelo é um alerta e o vermelho mostra a necessidade de aplicação’’, explica o produtor Cirso Segantini, um dos associados.
(M.O.)

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