O País, segundo o técnico José Maurílio de Oliveira, zootecnista da Associação Brasileira dos Criadores de Jumento Pêga (ABCJPêga), de Belo Horizonte (MG), possui duas raças com registro genealógico reconhecidos pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), o jumento pêga e o jumento nordestino.
Os animais com características ideais para o trabalho no campo, destaca o zootecnista, são os muares (burros e mulas), que juntam as qualidades genéticas dos equinos e dos jumentos.
A raça pêga, como continua José Maurílio, foi formada em Minas Gerais. O nome originou-se da marca a fogo com que eram assinalados esses animais, na cidade de origem - Lagoa Dourada -, que se parecia com a algema de prender escravos, chamada de pêga. A cidade é hoje um dos maiores núcleos de criação da raça.
No mundo, as raças de jumentos são divididas em dois grupos: 1) Equus asinus europeus ( poitou, norte americana, italiana, andaluz, comum européia); 2) Equus asinus africanus (egípicia, norte africana).
''O jumento pêga originou-se basicamente das raças italiana; andaluz e egípicia'', informa.
Segundo dados da ABCJPêga, o número de animais da raça registrados é de 19.367 (machos e fêmeas), distribuídos em 19 estados do País. No Paraná há 586 animais catalogados. Minas Gerais fica com o maior plantel, 8.273 animais. (C.G.)

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