Para o produtor Luiz Ubirajara Gomes da Silva, o homem ainda é a principal ferramenta para a agricultura de precisão. Sua área faz parte do projeto piloto que vem mapeando a produtividade com equipamentos sofisticados, como o DGPS. No entanto, diz que se não estiver constantemente andando pela sua lavoura, o mapa de produtividade em nada ajuda. ‘‘O mapa não me diz o porquê da baixa produtividade em uma determinada região’’, explica.
O produtor Richard Dijkstra também vê as novas tecnologias com um certo cuidado. ‘‘O mérito do projeto está na possibilidade da fundação ter respaldo para nos repassar informações’’, considera. Ele espera que com essas pesquisas a fundação possa encontrar os gargalos na produção da região. ‘‘Atingimos um nível de produtividade que está difícil de ser ultrapassado’’, lembra.
Mas Dijkstra também é enfático sobre o limite das tecnologias novas. ‘‘Antes do agricultor fazer agricultura de precisão ele tem que buscar a precisão na agricultura. Respeitar a natureza e fazer as coisas na hora certa ainda é a melhor forma de aumentar a sua produtividade’’, conclui. (D.A)

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