Na antiguidade a soja, originária da Chima, era considerada um ‘‘grão de ouro’’ na dieta alimentar, lembrou semana passada, em Arapongas, o pesquisador da Embrapa-Soja, engenheiro-agrônomo Amélio Dall’Agnol, ao analisar a produção da soja no Norte do Paraná. Ele dissse que a soja é produzida hoje em larga escala também nos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Índia. A produção mundial passa dos 160 milhões de toneladas, mais de 50% nos Estados Unidos e 20% no Brasil – 1º e 2º produtores mundiais.
No Brasil, o Paraná tem a segunda maior área plantada e é o segundo em produção. O Rio Grande do Sul lidera em área plantada e é o terceiro em produção. Mato Grosso, terceiro em área cultivada, lidera a produção nacional de soja. A liderança da produção esteve com os gaúchos até a segunda metade da década de 1970, quando eles foram superados pelo Paraná, que cedeu a liderança ao Mato Grosso, em 1999.
Até 1980, mais de 70% da produção brasileira de soja concentravam-se na Região Sul, que, pela limitação de espaço para se expandir, o reduzido tamanho das suas propriedades e o nível tecnológico dos seus produtores, foi perdendo espaço para a região do Cerrado, hoje responsável por mais de 50% da produção brasileira, embora plantando uma área menor. O custo de produção no Cerrado é maior, porém maiores também são a economia de escala das propriedades, o nível tecnológico dos seus produtores ‘‘e, consequentemente, a sua produtividade, tornando o produtor de soja do Centro-Oeste brasileiro mais competitivo.’’
Dall’Agnol acha promissoras as perspectivas da soja brasileira no mercado mundial, considerando que o consumo continuará a crescer, em razão do permanente incremento da população e do seu poder de compra. O Brasil é o país que tem a maior área ainda selvagem, apta para cultivos, ‘‘podendo ser explorada para suprir essa demanda, cuja produção deverá ser favorecida por melhores preços de mercado, considerando a possibilidade de queda dos subsídios internacionais, pela pressão que a Organização Mundial do Comércio deverá exercer sobre as nações ricas.’’

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