O feijão paranaense é Iapar
As pesquisas em melhoramento genético na cultura do feijão começaram no Iapar em 1973, um ano após a sua inauguração. O objetivo da instituição naquela época era buscar variedades que proporcionassem melhores índices de produtividade e resistência às pragas e doenças. Vania Moda Sirino, pesquisadora da área de feijão, explica que um dos pioneiros nas pesquisas dessa área foi o especialista Antonio Sidney Pompeu.
A pesquisadora lembra que Pompeu iniciou os trabalhos de avaliação das variedades e ensaios de épocas adequadas de plantio para cada região. Esse processo, conta ela, originou os estudos relacionados à adaptação de cultivares, uso adequado de fertilizantes, espaçamento entre ruas e manejo adequado de pragas e doenças. ''Essas primeiras experiências foram realizadas paralelamente ao projeto de melhoramento genético da cultura'', destaca.
Segundo a pesquisadora, o Iapar possui hoje 10 variedades de feijão em campo e 19 em fase de estudo. ''Todas elas visam produção, produtividade e qualidade de grãos''. A especialista compara que na década de 1980 o Paraná possuia 800 mil hectares de área plantada, produzindo cerca de 700 quilos por hectare. Hoje, com o uso de novas tecnologias, o Paraná reduziu a área plantada para 500 mil hectares, mas produz em torno de 1.300 quilos por hectare. ''As variedades do Iapar tiveram uma grande contribuição para a conquista desses resultados''.
Variedades
Vania garante que além da produção e da produtividade, as variedades de feijão produzidas pelo Iapar possuem qualidade comercial, culinária e nutricional. Além disso, outro trabalho realizado pela instituição para melhorar a renda do pequeno produtor foi a redução de ciclos. Vania aponta que o ciclo normal de um feijoeiro se completa em 90 dias. ''O Iapar conseguiu, por meio do melhoramento genético, reduzir esse número para até 60 dias, comemora''. Para este ano a entidade deve lançar mais 5 variedades precoces.
Com a precocidade, a pesquisadora enfatiza que o produtor irá ter maior possibilidade para implantar a diversificação de cultura sem perder em produtividade. Uma das variedades mais produtivas é a variedade de feijão preto IPR Uirapuru, que chega a ter uma produtividade de 3.700 quilos por hectare. (R.M.)





