O dia-a-dia da conservação na propriedade
Adubação verde, correção do solo a partir de análise química, rotação de culturas, plantio direto sempre nortearam as atividades da fazenda Imbaúva, localizada no distrito de Paiquerê, práticas que os atuais admistradores Pedro e Hugo Marchi herdaram do pai, Marcos Demattê Marchi.
Os 990 hectares da propriedade são ocupados com as culturas de trigo, milho, soja e café, além de aveia, que é usada como cobertura no inverno. Pedro diz que dá atenção especial à correção do solo. ''Fazemos duas análises por ano, o que nos garante que as correções serão adequadas'', explica. Segundo ele, há cinco anos fez aplicação de fosfato, que possibilitou o equilíbrio do fósforo na propriedade. O produtor também usa um sistema de georreferenciamento, que faz o diagnóstico das necessidades do solo e indica a correção.
As minas existentes na fazenda são protegidas pelas matas á- que ocupam 250 hectares - benefício que atinge toda a propriedade. ''As árvores seguram a umidade, que interfere na produtividade das lavouras'', atesta Pedro Marchi. Uma barreira de grevilhas livra os cafezais do excesso de vento.
Marchi dividiu a fazenda em 18 piquetes nos quais vai alternando as culturas. Nesta safra as áreas estão sendo ocupadas com trigo, milho safrinha e aveia. Na safra de verão, o milho safrinha dará lugar à soja, que será plantada sobre a palhada. A área do trigo será ocupada com soja e a da aveia com milho.
As curvas de nível são feitas e reformadas de acordo com a necessidade. Atualmente, máquinas fazem terraços numa área até agora ocupada com café, onde será plantada aveia. ''Só depois da recuperação do solo com outras culturas é que voltaremos ao café'', explica Marchi. (R.C.)





