O destino da soja é o Porto de Paranaguá
O caminho da soja é o Porto de Paranaguá. As excelentes condições do mercado internacional apressam a comercialização. Os contratos das vendas antecipadas, para entrega em março e abril, concentram os embarques no primeiro trimestre do ano. Pelos dados do Ministério do Desenvolvimento, a soja em grão é a campeã de exportações até agora - receitas de US$ 3,5 bilhões. Passou de 5,6% no mesmo período do ano passado para 6,8% do total exportado pelo país neste ano. De janeiro a setembro deste ano, o grupo soja foi o que mais conquistou mercado externo: avanços de 46,8% nas exportações de soja em grãos e de 59,7% nas de óleo de soja bruto, segundo dados da Secex.
As condições de infra-estrutura rodo-ferroviária e portuária não mudaram muito em relação às condições de cinco anos atrás quando os números da exportação eram 60% menores.
A falta de investimento na infra-estrutura de transporte e embarques, aumenta o custo de produção ''da porteira para fora'' e neutraliza os ganhos ''da porteira para dentro'', creditados aos investimentos do agricultor e à competência do homem do campo: técnicos, operários e fazendeiros. Além disso, o custo ainda é agravado pelo pedágio na malha rodoviária.
A soja brasileira - que está competindo e ganhando a guerra comercial com a soja norte-americana - é a que enfrenta maiores dificuldades para chegar ao navio. (Reportagem Local).





