Uma das tendências apontadas em Ribeirão Preto (SP) durante a Agrishow 2002 não diz respeito a equipamentos, máquinas, tecnologias de ponta, insumos e outros itens que estão diretamente ligados ao setor agrícola, mas sim, à moda. Até recentemente, algumas empresas do agronegócio atuavam no setor de roupas com marcas apenas em eventos específicos ou como forma de brindar os chamados ‘‘bons clientes.’’
Mas o que se viu esse ano foram butiques montadas junto aos estandes das empresas de equipamentos que vendem ‘‘collections’’ de sua marca. A John Deere, por exemplo, lançou a JD Store, apresentando um portifólio com mais de 250 itens, incluindo desde miniaturas de máquinas e implementos agrícolas, até peças do vestuário masculino, feminino e infantil, além dos tradicionais bonés e chapéus. Lançou também facas, cintos, chaveiros e pastas, entre outros.
De acordo com as empresas que estão atuando nesse ‘‘novo nicho’’, o desenvolvimento deste mercado é surpreendente. Embora não exista pesquisa demonstrando o retorno dessa atividade, a experiência das empresas indica que o próprio agricultor tem se mostrado muito aberto para novidades e solicitado esta diversificação.

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