A vaca doente sobre um aborto e as envolturas do feto e placenta acabam contaminando o meio ambiente. Outros animais vão se alimentar do pasto que teve contato com restos fetais contaminados com a bactéria causadora da brucelose. Dessa forma, o animal acaba sendo o principal agente transmissor da doença, explica o professor do departameto de veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Julio Cesar de Freitas.
Freitas esclarece que a bactéria entra via oral e se aloja em locais como fígado, baço e úbere do animal. No caso das fêmeas, na hora da prenhez a bactéria migra para os órgãos reprodutivos ocasionando os problemas de aborto. No caso dos machos, a bactéria causa inflamação dos órgãos reprodutivos e infertilidade.
Para garantir um rebanho saudável, Freitas orienta que o produtor deve observar a criação. ''A doença não tem sintomas muito visíveis, o sinal mais evidente da presença dela são os abortos das fêmeas'', afirma. A solução para evitar o problema é a vacinação, descarte dos animais doentes e exame na hora de comprar um animal que poderá estar contaminado e vir a infectar a propriedade.
Freitas avalia que a erradicação da doença é lenta e complicada. Ele cita o caso dos Estados Unidos que possui um programa de erradicação da brucelose desenvolvido desde a década de 50, mas que até agora ainda não conseguiu eliminar a doença. (J.W.)

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