O agricultor é esperançoso
As intempéries ainda refletem de forma negativa para o produtor Sérgio Seiji Amano, que há 21 anos vive da terra. Este ano, a área de 90 alqueires (sete deles próprios e o restante arrendado) foi plantada com soja.
Com uma dívida de R$ 46 mil acumulada junto a bancos e à cooperativa, resultado das duas últimas safras, o produtor viu a conta aumentar com a renegociação. Em apenas um ano o valor saltou para R$ 77 mil. ''O último pacote do governo deu dois anos de carência e outras três parecelas anuais. Vamos tentar fazer uma reserva com esta safra para amortizar essa conta''.
Apesar das dívidas, Sérgio Amano mantém boas perspectivas para a próxima safra. ''Tudo indica que o preço da soja terá uma reação positiva. O clima também está ajudando e a redução de preços dos insumos já está permitindo um menor custo de produção'', comemora.
A expectativa do produtor é colher 120 sacas por alqueire. ''É uma produtividade razoável'', considerou. Para esta safra, quase 20% da produção já está com contrato de U$ 13,30. ''Ainda não é o ideal, mas se considerarmos o preço histórico da soja (entre U$ 10 e U$ 12), está bom. Pelo menos não vou perder'', pondera. O restante da safra será cotado, de acordo com a reação do mercado.
Antes mesmo do plantio, Amano recebeu proposta de R$ 25 a saca de 60 quilos para pagamento em abril. Hoje, a mesma saca já custa R$ 28. ''O mercado vem reagindo. O agricultor é esperançoso e aos poucos, vamos conseguindo quitar as dívidas''. (M.O.)





