A consciência ‘‘natureba’’ dos clientes é comemorada pelos produtores. Segundo o Instituto Biodinâmico (IBC), um certificador brasileiro, sediado em Botucatu (SP), reconhecido internacionalmente, a produção orgânica no Brasil cresce 30% ao ano e ocupa atualmente uma área de 6,5 milhões de hectares de terras. Esses números colocam o país na segunda posição dentre os maiores produtores mundiais de orgânicos principalmente devido ao extrativismo sustentável de castanha, açaí, pupunha, látex, frutas e outras espécies das matas tropicais, principalmente da Amazônia. No mercado interno, os produtos mais comuns são as hortaliças, seguidos de café, açúcar, sucos, mel, geléias, feijão, cereais, laticínios, doces, chás e ervas medicinais.
  A produção paranaense é a mais diversificada do País e atingiu 105 mil toneladas em 2007, volume 10,5% maior do que a produção de 2006, quando foram produzidas 94 mil toneladas de produtos orgânicos no Estado. Segundados dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) existem 12 mil produtores no Estado. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) é muito forte no segmento. O Paraná produz muita soja, mandioca, cana-de-açúcar, frutas e hortaliças orgânicas. A tendência agora é aumentar a industrialização desses produtos, que deverão se transformar em cachaça, geléias e açúcar mascavo orgânicos.
  Segundo Marfil, para que a agricultura orgânica se expanda, o apoio técnico aos produtores teria que ser maior. Ele admite que há programas governamentais muito eficientes e cita o Centro de Referência em Agroecologia (mantido pelo governo estadual parananense) e a Emater como fundamentais para o setor, mas aponta que há mais procura por profissionais especializados do que demanda. ‘‘A gente não acha com facilidade quem nos oriente. Àqueles que já estão prestando serviços, ficam cada vez mais abarrotados de tarefas’’, denuncia. (C.P.)

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