Novos conceitos da comercilização Globalização no comércio de hortigranjeiros será discutida em encontro latino-americano de Centrais de Abastecimento Da Redação A Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen) realizará entre os dias 22 e 24 de março, em Foz do Iguaçu (PR), o 1º Encontro Latino-Americano das Centrais de Abastecimento. O evento reunirá dirigentes e técnicos de todas as Ceasas do Brasil e das centrais atacadistas de hortigranjeiros da América Latina. As palestras e debates se desenvolverão em torno do tema ‘‘Globalização e Mercados de Alimentos na América Latina’’. Na avaliação de Aroldo Satake, presidente da Ceasa do Distrito Federal, e da Abracen, este primeiro encontro das empresas do gênero servirá para atualizar os conceitos do sistema de comercialização e abastecimento. ‘‘Temos vários desafios a serem avaliados diante da atual conjuntura da economia brasileira e dos países da América Latina’’, diz Aroldo Satake. Para o governador Jaime Lerner a escolha do Estado para sediar o encontro internacional é oportuno. ‘‘Temos a tríplice fronteira (Brasil-Paraguai-Argentina) e também várias diferenças que poderão ser discutidas neste encontro’’, completa Jaime Lerner. Temas As discussões se dividirão em três temas principais. O futuro das Centrais de Abastecimento com o processo de globalização, a necessidade da classificação e padronização dos produtos, para evitar o desperdício e os entraves ainda existentes para a comercialização de produtos hortigranjeiros não só nas fronteiras dos países da América Latina, como também para os outros continentes. Uma das diferenças de alguns dados brasileiros no setor é o caso da safra brasileira de maçã. Em 1997, segundo dados do Ministério da Agricultura, o Brasil produziu em torno de 774 mil toneladas de maçã, enquanto o Chile, de extensão territorial muito menor, produziu 850 mil toneladas no mesmo ano. Produção e comercialização ‘‘Não podemos ficar alheios às alterações que estão acontecendo neste setor. Mesmo com a intenção de facilitar o intercâmbio entre os países e os blocos econômicos, temos questões simples como a padronização de embalagens e outras um pouco mais complexas, como as alfandegárias, que precisam ser discutidas’’, afirmou José Lupion Neto, presidente da Ceasa Paraná e vice-presidente da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento. A comercialização nacional de frutas e verduras que passaram pelas Ceasas em 1998 girou em torno dos 12 milhões e 200 mil toneladas. No último ano o Brasil importou 810 mil toneladas de hortigranjeiros (em torno de US$425 milhões), e exportou 570 mil (US$350 milhões), segundo dados da Secretaria de Produção e Comercialização, do Ministério da Agricultura. Na avaliação do presidente da Ceasa do Paraná a produção está diretamente ligada ao escoamento de produtos. ‘‘O potencial de produção do Brasil é muito grande. Os produtores estão atentos a isso, porém não podemos deixar de lembrar a necessidade de modernização das centrais de abastecimento, que aparentemente têm um modelo mundial, mas que em cada região têm a suas peculiaridades’’, afirma José Lupion Neto. Para mais informações da programação do 1º Encontro Latinoamericano das Centrais de Abastecimento acesse http://www.pr.gov.br/ceasa.