Cinquenta por cento mais produtivo, sem sementes, polpa crocante, digestivo e indicado para o cultivo em estufas. O novo híbrido de pepino, do tipo beit-alpha, plantado experimentalmente no ano passado, deverá ganhar mais espaço no cultivo comercial em 97.
O produto tem também novo formato, mais curto e com diâmetro um pouco maior que o pepino japonês; cor e textura diferentes. Desenvolvido na Holanda pela Bruinsma, foi testado para cultivo nas condições brasileiras pela empresa Asgrow, com sede em Campinas (SP). As duas empresas integram o grupo Seminis Vegetable Seeds, que detém 25% do mercado mundial de sementes.
ColheitaO produtor Luiz Carlos Lúcio, de Elias Fausto, próximo de Campinas (SP), iniciou no último dia 8 a colheita do beit-alpha, e garante estar entusiasmado com a qualidade dos frutos. Ele espera obter o mesmo resultado do ano passado, quando conseguiu comercializar o novo híbrido pelo dobro do preço, comparado ao pepino japonês.
De acordo com o responsável pelo Departamento de Serviços Técnicos da Asgrow, Carlos Alberto Martins Tavares, o novo pepino tem produção até 50% superior em relação aos híbridos tradicionais e plantas vigorosas com até cinco frutos por internó (as variedades tradicionais produzem no máximo dois).
Outra vantagem apontada pelo agrônomo é que não há necessidade de polinização para frutificar. Também os tratos culturais são os mesmos exigidos em qualquer cultivo em estufa. Além do tipo beit-alpha as empresas estão introduzindo no Brasil os pepinos holandeses e do tipo salada. Ambos se caracterizam por serem sem sementes.
MelõesProdutores de São Paulo e Paraná testaram no ano passado e agora deverão apostar no cultivo comercial em larga escala de melões ditos nobres, de polpa salmão, casca rendada, mais doces e aromáticos.
Um grupo de produtores interessados nessa nova variedade esteve reunido em Paulínia, próximo de Campinas (SP), na Estação Experimental da Asgrow, para conhecer o desempenho dos materiais em estufa. A estação está produzindo ensaios de demonstração de sete híbridos de melão do tipo net-melon (casca rendada e polpa salmão) e um orange-dew (casca creme e polpa salmão).
Segundo o agrônomo Carlos Tavares, os híbridos foram desenvolvidos nos Estados Unidos e estão adaptados ao Brasil, podendo ser produzidos em estufa em qualquer região do País e em campo aberto nas regiões mais secas. O agrônomo garante que os híbridos têm a vantagem de serem mais resistentes a doenças foliares e de solo, como o fusarium, por exemplo. Outro diferencial, de acordo com Tavares, está no preço do produto na hora da comercialização. Considerado nobre e específico para uma faixa de consumidores mais exigentes, pode alcançar melhor cotação no mercado.

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