As plantas daninhas não devem mais ser combatidas, do ponto de vista da erradicação. O que se busca hoje é analisar o custo-benefício dos herbicidas, que representam 18% do custo total de produção no sistema de plantio direto, e aprender a conviver com o problema. Esta é a opinião do extensionista da Emater, Fernando Adegas, que apresentou a palestra ‘‘Manejo integrado de plantas daninhas’’, durante a realização da Expotécnica, nos dias 1 e 2 de agosto.
Para tomar a decisão certa, o produtor precisa conhecer melhor seu inimigo. O agrônomo explica que até há pouco tempo a aplicação de produtos pré-emergentes impedia a identificação da praga tanto pelo produtor quanto pelo técnico. Com as práticas difundidas pelo plantio direto, tem-se optado pelos produtos pós-emergentes. ‘‘Conhecendo a praga, fica mais fácil a recomendação do herbicida e a racionalização de sua aplicação’’, explica Adegas.
Na prática de uma agricultura moderna, é preciso agregar outros métodos de controle que foram apresentados pelo agrônomo: o método preventivo, o método mecânico, o método cultural e por último o método químico. O agrônomo lembra que os herbicidas são eficientes, mas são venenos e têm que ser manejados muito bem. É preciso conhecer os efeitos, e a época correta para aplicação, além da questão ambiental. O agrônomo destaca as quatro plantas daninhas consideradas mais ameaçadoras para o Paraná: desmódio, fedegoso (veio do Mato Grosso), cardiospermum (conhecida como balãozinho ou saco-de-padre - veio do Riogrande do Sul) e capim massambará (RS).
Outra palestra de destaque foi Tecnologia de aplicação de herbicidas, feita pelo agrônomo José Carlos Christofoletti, diretor da Spraying Systems do Brasil Ltda. Hoje existem à disposição do produtor diversos tipos de bicos com vazão iguais e gotas diferenciadas que racionalizam as aplicações.
‘‘O objetivo é reduzir custos na aplicação de defensivos. Quando se aplica melhor, aplica-se menos, provoca-se menor contaminação do meio ambiente e o gasto é menor’’, destaca Christofoletti.(C.C.)

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