A engenheira agrônoma Vânia Beatriz Rodrigues, 42 anos, assumiu a chefia do Centro Nacional da Soja esta semana prometendo manter a competitividade da soja, através da geração de tecnologia, e focar a soja orgânica e a agricultura familiar.
  Natural de Colatina, interior do Espírito Santo, Vânia Castiglioni, cresceu numa família de agricultores habituada ao campo. Esse sentimento acompanham a trajetória da engenheira agrônoma, que tem mestrado em genética e melhoramento de plantas e MBA executivo gestão empresarial.
  Vânia participou do processo público de seleção de candidatos ao cargo de chefe-geral da Embrapa Soja, em junho, em que exigia-se a apresentação do título de mestrado, a comprovação de experiência de 10 anos em atividade científica; o histórico profissional, o plano de trabalho e análise de perfil gerencial.
  A capacidade técnica e administrativa determinaram a definição do seu nome pelo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Clayton Campanhola, que esteve em Londrina, no dia 7, na solenidade de posse.
  O primeiro trabalho da pesquisadora foi na Empresa Capixaba de Pesquisa Agropecuária - Emcapa (hoje Incaper). Em 1987, transferiu-se para Londrina para trabalhar como docente na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e, dois anos depois, foi contratada pela Embrapa para assumir a coordenação dos trabalhos com girassol no Programa Nacional de Pesquisa - Diversificação Agropecuária.
  Sua equipe ficou responsável pela desenvolvimento de cultivares e manejo da cultura do girassol no Brasil. ‘‘Como Chefe da Embrapa Soja estou certa de que um dos maiores desafios é conduzir o desenvolvimento de tecnologias que garantam a posição de destaque da soja no agronegócio brasileiro’’, afirma.
  Criada em 1975, a Embrapa Soja e seus parceiros colaboraram com a geração e com a transferência de tecnologias que elevaram o Brasil ao posto de segundo produtor mundial (52 milhões de toneladas de soja, na última safra) e o primeiro exportador de soja. Atualmente a soja participa com 4% do PIB, o que movimenta U$ 20,9 bilhões.
  Para manter a competitividade da soja, que é responsável por quase 50% da produção brasileira de grãos, a nova chefe geral diz que os projetos de pesquisa deverão buscar a sustentabilidade e a redução de custos de produção, associado aos conceitos de saúde e nutrição, e tecnologias de valor social e ambiental.

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