Novilho terá selo de qualidade
O Ministério da Agricultura e do Abastecimento deverá lançar em novembro o selo verde de qualidade para a carne do novilho precoce. De acordo com a assessoria do Ministério, a medida será efetivada pelo Ministro Arlindo Porto durante o 2º Encontro Nacional do Novilho Precoce, que acontecerá no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, de 26 a 28 de novembro.
O selo será aplicado nas embalagens e possibilitará a diferenciação da carne, garantindo a qualidade para consumo interno (garantia de carne sadia e de boa procedência) e, segundo o Ministério da Agricultura, contribuindo para a melhoria das exportações brasileiras. Os técnicos do Ministério avaliam que a demanda pela carne de novilho precoce, quando o animal é abatido aos 18 ou 24 meses, pode reduzir o custo da carne comum, proveniente de bovinos abatidos aos quatro anos, permitindo o aumento do consumo do produto pelo brasileiro.
Para estimular o abate precoce de bovinos em todo o País, o Ministério da Agricultura, através do Projeto Novas Fronteiras da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável (PNFC), está articulando o lançamento do Programa Nacional do Novilho Precoce.
Incentivo fiscalSegundo o gerente da Produção Animal do PNFC, Anaximandro Doudement Almeida, a carne do novilho entrará no mercado a um preço um pouco mais caro, mas a tendência é de redução do preço a partir de uma maior demanda pelo produto, que possui características atraentes para o consumidor, pois a carne é mais macia e saborosa.
Além da boa demanda, outro motivo para estimular o produtor é o incentivo fiscal para a criação do novilho precoce, com redução de 50%, em média, da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). Este desconto é pago pelo frigorífico que recebe o animal.
O frigorífico, por sua vez, tem esta quantia descontada do imposto sobre o abate dos animais. Os estados não perdem dinheiro com esta iniciativa porque ao invés de recolher o imposto uma vez a cada quatro anos, pode recolher o ICMS a cada dois anos.





