Novas tecnologias para aumentar produtividade
Além da vantagem comercial, a Coceal quer ampliar a competitividade do algodão paranaense através do uso da tecnologia. Para isso, organizou um intercâmbio com dezenas de produtores para conhecer Holambra II, em Paranapanema (SP).
Com uma área plantada de 11 mil hectares, o grande diferencial dos 33 produtores daquela região é o uso intensivo de irrigação. No total, são 160 pivôs centrais que cobrem 80% da área plantada com algodão.
Com o poder de, literalmente, fazer chover quando necessário, os produtores da região investem pesado em adubação e manejo, já que o retorno em produtividade é praticamente garantido. ''A média de produtividade gira em torno de 285 arrobas por hectare e utilizamos colheita mecanizada em 95% da área'', conta o engenheiro Guido Sanches, que cuida da assistência técnica aos produtores.
O pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná, Wilson Paes de Almeida, participou desse intercâmbio e ficou impressionado com a tecnologia usada na região. ''A quantidade de adubação utilizada é muito alta, chegando a mais de 800 kg por hectare. Além disso, o algodão faz parte de todo um processo de rotação com outras culturas, como feijão, milho, soja e até batata'', comenta o pesquisador. ''O maior diferencial deles está nos pivôs centrais, que possibilita manejo sem depender do clima, garantindo o retorno do investimento''.
O pesquisador, que já desenvolveu diversas variedades de algodão do Iapar, assegura que os produtores paranaenses também podem atingir esses índices de produtividade com um investimento bem menor, em função da qualidade do solo. ''Em anos de condições climáticas favoráveis, o produtor paranaense consegue colher 280 arrobas por hectares'', garante Almeida.





