Essa confiança da Coceal na rentabilidade do algodão é fruto do pacote tecnológico utilizado na cultura. Para os saudosistas que ainda lembram do algodão como uma cultura de difícil manejo, alto investimento e colheita complicada, a ciência e a engenharia deixaram essa visão no passado.
Hoje já existe tecnologia transgênica, conhecida como Bollgard, resistente às principais pragas que atacam o algodão, como as lagartas da maça, rosada e curuquerê. No projeto da Coceal, cerca de 60% das lavouras utiliza essa tecnologia. ''A partir da próxima safra, também vamos disponibilizar uma variedade RR (Roundup Ready) e, em alguns anos, teremos variedades que vão unir esses dois genes'', conta o gerente de contas de algodão da Monsanto, Luciano Zanoto.
O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) também desenvolve novas tecnologias para o algodão, como a variedade IPR 140, que tem como principal característica a diminuição de até 40 dias no ciclo da cultura, reduzindo o risco de perda por chuvas. ''Conseguimos esse ganho de tempo reduzindo o período de abertura das bolas de algodão'', explica o pesquisador Ruy Yamaoka. ''Agora estamos investindo na técnica do algodão adensado, possibilitando a semeadura utilizando a mesma plantadeira da soja. O algodão evoluiu bastante e é importante esse trabalho da Coceal de criar novas alternativas de renda para os produtores'', reconhece o pesquisador.
A Coceal oferece ainda aos parceiros a colheita mecânica do algodão. O uso de máquinas, além se suprir a falta de mão de obra, diminui as despesas do serviço e garante mais qualidade à pluma. Pelos cálculos da cooperativa, o custo da colheita mecânica está estimado em uma arroba por hectare, enquanto na manual as despesas seram de cinco arrobas/ha. O maquinário é trazido pela Coceal de regiões produtoras do Mato Grosso.

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