ArquivoOs produtores poderão optar por cinco novas variedades nesta próxima safraAlgumas mudanças nas recomendações já existentes, divulgação de novas variedades e nova regionalização da época de semeadura do trigo são os principais medidas aprovadas pelos pesquisadores durante a 14ª Reunião da Comissão Centro Sul-Brasileira de Pesquisa de Trigo, realizada de 9 a 12 deste mês em Londrina.
Sobre o controle de doenças fúngicas haverá mudança de recomendação, com novo enfoque e uma metodologia mais clara, para o produtor avaliar como e quando fazer o controle com aplicação de fungicidas. O pesquisador da Embrapa, Sérgio Dotto, explica que o produtor terá agora que se preocupar em analisar apenas a incidência da doenças, e não mais a severidade do ataque como era indicado antes.
DoençasNo caso de oídio, a recomendação é para fazer a aplicação quando a incidência for de 15% a 25%, e para ferrugem-da-folha, de 10 a 15%, a partir da fase final do afilhamento. Como o oídio aparece muito cedo, o pesquisador alerta que se o produtor for utilizar uma variedade suscetível, é bom que se faça antes o tratamento das sementes. As variedades suscetíveis são: Iapar 17 -Caeté; Iapar 29 - Cacatu; Anahuac; Iapar 6 - Tapejara e Iapar 53. ‘‘Se o produtor fizer o tratamento de sementes terá um custo menor do que se precisar usar o fungicida no início do ciclo’’, lembra Dotto.
Para manchas foliares provocadas por diversas doenças, principalmente a helminthosporiose e a septoriose, os pesquisadores reforçam que o melhor controle é ainda através da rotação de culturas: ‘‘Não se deve plantar trigo sobre trigo todos os anos’’.
O melhor é usar sementes livres dessas doenças, e o controle deve ser feito quando a incidência atingir 70 a 80% a partir da fase de alongamento.
RegionalizaçãoA nova regionalização de épocas de semeadura da cultura do trigo no Estado foi feita para aperfeiçoar o trabalho já realizado pela área de Climatologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Utilizando métodos mais modernos e cruzando levantamentos de dados mais completos foi possível dividir o Paraná em zonas mais específicas para cada época de plantio.
Segundo Dotto, a nova demarcação evidenciou que alguns municípios podem pertencer a duas zonas diferentes, e o produtor deve estar atento na hora do plantio. Exemplos:, Campo Mourão - a parte norte, que é mais quente e de altitude mais baixa, foi incluída na zona B e a parte sul, mais alta e mais fria, ficou na parte C; Mangueirinha, devido a sua localização, ficou enquadrada em três zonas diferentes: parte noroeste, zona F; central, zona G e sul, zona H, confirmando informações já identificadas pela pesquisa conforme dados de clima e topografia.
No total o Paraná terá nesta safra nove zonas tritícolas em vez das sete anteriormente delimitadas. Cada uma com data diferente de semeadura, o que proporcionará mais segurança para o produtor na hora de fazer sua opção pelo plantio de inverno.
Novas variedadesAs cinco novas variedades aprovadas serão recomendadas já de acordo com a nova regionalização.:Embrapa 120, indicada para todas as zonas tritícolas do Paraná, para solos com até 35% de alumínio. É de classe superior e moderadamente tolerante à germinação da espiga.
Já a Coodetec 103 é recomendada para as zonas A, B e C (regiões de Londrina, Campo Mourão, Cascavel), para solos com até 35% de alumínio. Também é de classe superior.Iapar 84 é indicada para as zonas F,G,H,I,(região de Ponta Grossa, Guarapuava, Francisco Beltrão), também para solos com até 35% de alumínio. É resistente à germinação da espiga. A variedade Tauro é recomendada para as zonas A, B, C, D, E (regiões de Londrina, Campo Mourão, Cascavel, Ortigueira e Foz do Iguaçu), para solos com até 5% de alumínio e por último a variedade Rubi, indicada para as regiões C e F,(Cascavel e Francisco Beltrão), para solos com até 35% de alumínio e tolerância à germinação da espiga.
Todas essas novas variedades apresentaram rendimentos superiores, comparadas com as variedades padrão, com índices iguais ou superiores em até 20% a mais que as testemunhas.

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