O curso é destinado para pequenos produtores, que têm na agricultura familiar a principal fonte de renda. Luciana Masson Scaramal, proprietária de uma pousada na região, quer incluir as novas opções de pratos no cardápio do restaurante, por isso, também trouxe para o curso a cozinheira. ‘‘
As refeições servidas na pousada, com certeza vão ter pratos mais saborosos e nutritivos’’, garante.
  Para a maioria, o que se aprendeu nas aulas será aproveitado em casa. É o caso das cunhadas Maria de Lourdes Magri da Silva e Maria Regina Sibeneick Magri, de Ibiporã, que há três anos cultivam 500 pés de mandioca, numa propriedade de 12 alqueires. ‘‘O costume de casa era comer mandioca cozida ou e frita. Agora, temos outros pratos para aproveitarmos melhor o produto’’, afirmam.
  Sebastião Macedo era o único homem entre as trabalhadoras rurais que participava do curso. Dono de um pequeno pedaço de terra, cerca de dois alqueires entre Bela Vista do Paraíso e Sertanópolis, ele também cultiva 500 pés de mandioca. Além do consumo na cozinha da família, ele vende parte da produção in natura. O restante vai para a alimentação de porcos e galinhas.
  ‘‘Num país onde as pessoas estão passando fome, não justifica jogar um alimento tão saudável para os porcos. Aqui tenho a oportunidade de aprender pratos diferentes, fáceis e rápidos’’.
  Dicas que a produtora Olinda Silva dos Santos, proprietária de 1,5 alqueire em Londrina, também vai utilizar em casa. ‘‘Tudo é fácil e prático. Não usa tanto tempero e fica delicioso’’, resume. (M.O)

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