Novas ferramentas do lavrador Embrapa treina agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e economistas para usar os instrumentos mais modernos GeoprocessamentoAgrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e economistas recebem treinamento em geoprocessamento Cristina Côrtes De Londrina A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná (Seab) vai iniciar a utilização de novas ferramentas para dignósticos de problemas e trabalhos de defesa sanitária vegetal e animal no Estado. Trata-se do GPS (Global Posicion System), SIG (Sistema de Informações Geográficas) e sensores em satélites, que permitem o mapeamento de diversas informações. Cada Núcleo Regional da Seab terá, a partir de agora, um equipamento de GPS. Oitentarepresentantes de todos esses núcleos participaram dias 15 e 16 de treinamento para capacitação do uso dos equipamentos e das informações. O treinamento foi dado na Embrapa Soja, por pesquisadores da Embrapa e da Unesp. Modernização Segundo o chefe da Vigilância Fitossanitária do Estado, Celso Roberto Ritter, a utilização desse tipo de trabalho possibilitará o cumprimento dos acordos internacionais de comércio. ‘‘A Organização Mundial do Comércio (OMC) é rígida em suas exigências de garantias de sanidade dos produtos animais e vegetais, e o Ministério da Agricultura tem a responsabilidade de cuidar das áreas de fronteiras, enquanto a fiscalização no interior dos Estados deve ser feita pelas secretarias de agricultura. Por isso estamos nos modernizando’’, explica Ritter O GPS é uma metodologia que está sendo introduzida no Brasil e ajudará nos diagnósticos e localização de problemas, o quê possibilitará a tomada de decisões rápidas e adequadas. ‘‘O produtor vai ser melhor informado, pois a Seab terá acesso mais rápido e eficiente no acompanhamento do desenvolvimento das lavouras, para fazer suas recomendações’’, comenta. Ritter cita dois exemplos de aplicação imediata desta nova tecnologia: o combate a uma praga no cultivo de pinus. ‘‘Vamos mapear todas as florestas de pinus do Estado, identificar onde a praga está ocorrendo e tentar gerenciar o problema, para garantir a rentabilidade econômica dessa atividade’’, informa. Outra aplicação imediata é o geoposicionamento de vários pontos no Estado, para controlar o trânsito de animais e vegetais. Ferramentas O treinamento para o técnicos da Seab foi dado pelos pesquisadores Eduardo Alves da Silva, Ivan Almeida, Vinicius Maldonado e pelos professores da Unesp, Paulo Camargo e João Francisco Galera Monico. Segundo Eduardo, além de geoprocessamento, o treinamento mostrou o Sistema de Informações Geográficas (SIG), que é um software gerador de mapas automatizados que auxiliam na interpretação dos processos que se realizam em determinado espaço. Ainda segundo Eduardo, o geoprocessamento é composto de sensoriamento remoto e sistema de sensores que têm o objetivo de coletar dados como rendimento das culturas, presença de pragas e doenças, entre outros. A Embrapa utiliza o GPS desde 98, para monitoramento do nematóide-de-cisto, entre outras pragas. ‘‘Todas as informações obtidas através desses equipamentos beneficiam diretamente o produtor, que poderá ter diagnósticos mais precisos sobre o desenvolvimento das lavouras,’’diz o pesquisador.

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