Novas cultivares serão protegidas
O pesquisador Elir de Oliveira participou em março da 22ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia, realizada na Universidade de Passo Fundo (RS). No evento, uma das discussões de destaque foi a questão da transformação da aveia em material protegido, a exemplo do que acontece com outros grãos. Com essa determinação, o instituto que desenvolve a variedade passa a ter direito de patenteá-la. Isso vai estimular o lançamento de novas cultivares, observou.
A reunião marcou o lançamento de quatro novas cultivares. A Universidade de Passo Fundo lançou a cultivar UPFA 22-Temprana, com boas características para a indústria, alto rendimento, baixa estatura, superprecoce e resistente ao acamamento. O Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET) lançou duas cultivares: a CFT 1, com boa capacidade produtiva, palhada, própria para utilização industrial; e a CFT 2, semelhante a anterior com diferença na cor do grão, que é mais amarelado. A quarta cultivar foi apresentada pela Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária de Entre Rios (Guarapuava/PR). É a FAPA 5-Vitória, adaptável a diferentes ambientes e com alto rendimento de grãos.
Conforme o coordenador do evento, professor Elmar Floss, o principal desafio dos pesquisadores atualmente é tornar mais conhecidos os benefícios da aveia para a nutrição humana. Estamos pensando em formar uma equipe que vai debater formas de ampliar o consumo. É necessário desenvolver políticas que tornem o cereal mais acessível ao bolso dos brasileiros e ao gosto dos consumidores, afirmou Floss.
Elir de Oliveira acrescentou que a divulgação das propriedades da aveia e consequente aumento do consumo abre um novo nicho de mercado para os produtores.





