O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) obteve junto ao Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa) o registro das cultivares de mandioca Caiuá, Baianinha e Santa Helena. Trata-se de variedades crioulas, obtidas por seleções aleatórias realizadas em vários anos pelos próprios agricultores. "Não é possível precisar suas origens, já que não houve participação de programas de melhoramento genético de centros de pesquisa na obtenção desses materiais", explica o pesquisador do Iapar Mário Takahashi.
De acordo com o ele, o registro atende a uma antiga demanda de cooperativas, bancos e profissionais da assistência técnica e extensão rural. Os três materiais são muito apreciados em função de suas qualidades agronômicas e boa produtividade, mas não podiam figurar em projetos de custeio e de seguro agrícola justamente porque não constavam no Registro Nacional de Cultivares (RNC), do Mapa.
A cultivar Caiuá, também conhecida como "Olho Junto", em virtude de ter gemas muito próximas, é indicada para solos arenosos, principalmente na área de abrangência do Arenito Caiuá - Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. É tardia, com colheita preferencial após 15 meses de ciclo e proporciona bom desempenho na obtenção de fécula e farinha. Devido ao elevado teor de ácido cianídrico, é inapropriada para consumo fresco.
Também destinada ao uso industrial, a cultivar Baianinha é mais adaptada ao cultivo em solos com maior teor de argila, embora também possa ser plantada em terrenos arenosos, desde que bem manejados. Mais precoce, pode ser colhida de 12 a 24 meses.
Com baixos teores de ácido cianídrico, a cultivar Santa Helena – também conhecida como Fécula Branca – pode ser consumida fresca, cozida. Apresenta bom desenvolvimento, tanto em solos arenosos como argilosos, e é colhida entre 12 a 24 meses.
O Iapar permanecerá como instituição mantenedora – entidade encarregada de preservar as características genéticas e garantir o fornecimento de material propagativo – dessas cultivares crioulas.

mockup