Logística dificultosa e cara, pagamentos oscilantes dependendo do tipo de indústria e falta de constância na produção. Esses são alguns dos gargalos quando se fala na produção de florestas. Por outro lado, agronomicamente falando, os pontos são extremamente positivos, como maior captura de carbono, melhora do microclima, interceptação da água da chuva, mais permeabilidade do solo, entre outros serviços ambientais.

LEIA MAIS
- Movimento inverso de produtores acende alerta vermelho do setor

A grande chave está em associar uma dessas qualidades inerentes à atividade com boa rentabilidade do produtor. O negócio precisa ser viável, quer se tratando do mercado de energia, papel e celulose ou serrarias. Cabe ao produtor também olhar para as novas perspectivas que o mundo oferece e que, aos poucos, vão surgindo no Brasil.

O governo federal e estadual, por exemplo, incentiva quem produz energia distribuída, que é jogada na rede elétrica e não é preciso pagar pela distribuição dela. "Ao invés de vender a madeira para uma cooperativa, é possível entregá-la numa unidade de geração de energia elétrica. Essa energia vai para a rede e os parceiros consumidores passam a fazer parte desse consórcio de energia, quer seja um supermercado na área urbana ou a própria fazenda", explica o pesquisador Erich Schaitza, da Embrapa Florestas.

LEIA TAMBÉM
- O melhor do gado de corte
- Klabin anuncia a construção de Parque de Plantas Piloto para 2019

Mas independentemente do setor, Schaitza não tem dúvidas que o produtor de florestas precisa ser organizar melhor, entregando o produto com mais constância para atender as demandas e não deixar as indústrias na mão. "Outro problema é que essa situação requer conhecimento. Há todo um custo de inovação que precisa ser suprido. É como o caso do biogás, que ainda há poucas pessoas gerando energia elétrica com ele. Mas aos poucos se começa a criar referências que apontam essa possibilidade." (V.L.)

mockup