NOTAS
Ligeira queda
Os supermercados registraram uma queda no consumo de carne bovina da ordem de 10% em janeiro. A tendência deve ser mantida em fevereiro. O principal motivo seria o preço do produto ao consumidor de renda mais modesta. Segundo a Abras (que representa os supermercados), o consumidor não concorda em pagar mais pela carne bovina se ele pode optar por outras proteínas.
Opção pelo frango
A queda no consumo de janeiro pode não ser a única. Fonte dos supermercados diz que não está descartado uma nova retração na procura por carne bovina nos próximos meses ''devido aos preços altos''. Os consumidores irão trocar a carne por produtos derivados de suínos e carne de frango.
Pressão
É preciso levar em conta o seguinte: há uma pressão do varejo para manter o preço da carne bovina. Para o varejo é um ótimo negócio porque ele não transfere para o consumidor os benefícios da diferença da queda de preços. Porém repassa imediatamente para o consumidor qualquer altra que ocorra.
Preços diferentes
A variação de preços medida pelo varejo é bem diferente do preço calculado pela arroba. O preço médio da arroba medido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) passou de R$ 74,61 por arroba em janeiro do ano passado para R$ 84,01 no mês passado, uma valorização de 12,6%.
Varejo se defende
O supermercado não trabalha com uma margem tão grande quanto se imagina. Eles compram o traseiro com osso, por exemplo, a R$ 6,80 o quilo, têm uma perda de aproximadamente 30% com a desossa, gordura e outros produtos rejeitados pelos consumidores e vende o patinho a R$ 10,90 o quilo, afirma Moreira.





