NOTAS
Leite para hemofílicos
Uma parceria entre a Embrapa, a Uiversidade de Brasília, a Escola Paulista de Medicina e o Hospital de Apoio de Brasília estuda o uso de plantas e animais transgênicos na produção do Fator XI, uma proteína responsável pela coagulação sanguínea. O objetivo é disponibilizar o produto em escala e com custo reduzido para portadores de hemofilia, que hoje se tratam com medicamentos. A pesquisa com animais já está avançada. A idéia dos pesquisadores é desenvolver vacas transgênicas que produzam a proteína diretamente no leite.
Indenizações superam R$ 400 mi
O Banco do Brasil creditou até setembro mais de R$ 400 milhões a produtores do Centro-Sul prejudicados pela seca. Parte das indenizações, que fazem parte do Proagro Mais, serão usadas na liquidação de financiamentos de custeio. Dos quase 200 mil pedidos de cobertura apresentados pelos agricultores, 90% já foram analisados pelo BB. Os demais estudos devem ser finalizados até o fim de novembro. O Proagro Mais é um seguro agrícola que garante renda mínima ao produtor quando a lavoura é atingida por adversidades climáticas, pragas ou doenças sem métodos de controle conhecidos.
Ferrugem em São Paulo
Ituverava, no Noroeste de São Paulo, é o primeiro foco de ferrugem confirmado no Sudeste do Brasil. A área de 25 hectares foi plantada no final de agosto, cultivada sob pivô central. O controle químico foi realizado preventivamente, mas ainda assim foram observadas lesões nas folhas mais baixas das plantas. A presença do fungo reforça a importância do monitoramento nas áreas recém-semeadas da região, distantes cerca de 1000 metros do local de ocorrência da doença.
Algodão I
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) definiu a zona de exclusão para o plantio de algodão transgênico no Brasil: toda a região Norte e partes dos estados da Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba e Rio Grande do Norte. Nessas áreas fica proibida a circulação de sementes, grãos, algodão em caroço e outras partes propagativas de algodoeiros transgênicos. O zoneamento será atualizado a cada safra. O mapa que relaciona os locais de plantio está disponível no site da Embrapa, www.embrapa.br.
Algodão II
A portaria cumpre o parecer da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, que fixa em 1% o limite de tolerância de modificação genética em sementes de algodão convencional. Estas normas orientam o comércio e a utilização de sementes de algodão na safra 2005/2006. Quem desobedecê-las está sujeito às multas previstas na Lei de Biossegurança. Para elaborar o zoneamento do algodão transgênico, o MAPA considerou a distribuição das espécies Gossypium, a importância biológica das populações e o zoneamento agrícola publicado pelo Ministério para o ano 2004/2005 e por instituições de pesquisas dos estados de São Paulo e Paraná. O isolamento geográfico entre cultivares é a forma mais eficiente de se evitar cruzamentos.
Algodão III
A Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados (MS), publicou as estimativas do custo de produção do algodão para o Mato Grosso na safra 2005/06. O pesquisador Alceu Richetti, do setor de socioeconomia da Embrapa, explica que houve redução no custo final. Ao adotar as recomendações da pesquisa, o produtor tem um uso mais adequado de insumos e, consequentemente, menores custos de produção e problemas ambientais. Entre as recomendações está o manejo correto de herbicidas pós-emergentes e a utilização de inseticidas seletivos no início do ciclo. Para ter acesso aos custos de produção do algodão, basta acessar o site www.cpao.embrapa.br.





