Diferentemente do publicado na reportagem ''Inventos podem reduzir aplicação de defensivos'', da Folha Rural, de 20/08, págs 4 e 5, os equipamentos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) podem contribuir para planejar antecipadamente a aplicação de fungicidas, pois o coletor ''SIGA'', permite detectar a chegada de esporos de fungos na região antes da infecção efetiva da doença.
Segundo o pesquisador da UEL, Seiji Igarashi, que desenvolveu o equipamento, atualmente a tecnologia tem sido utilizada para identificar a ferrugem asiática antes que ocorra a manifestação efetiva da doença.
O ''SIGA'' foi inventado por Igarashi em 1986, para monitorar a chegada de esporos da 'brusone' do trigo, doença que foi identificada pelo próprio pesquisador pela primeira vez na cultura do trigo na safra de 1985, ocasião em que trabalhava como pesquisador do Iapar.
Atualmente, o coletor ''SIGA'' está sendo utilizado principalmente para monitorar as principais doenças de soja no Estado do Paraná e parte do estado de São Paulo. A detecção de esporos de determinado fungo, por exemplo, de ferrugem asiática da soja, aliado a ocorrência da chuva poderá promover a manifestação da doença na cultura. Assim, a informação fornecida pelo coletor de esporos associado a previsão de tempo permite a tomada de decisão para realizar uma aplicação preventiva de fungicida. O autor relata ainda que, antes da ocorrência da chuva a velocidade do vento aumenta significativamente, provocando aumento do fluxo de esporos no ar, e esses poderão ser depositados pelas gotículas de água em grande quantidade no dossel da planta, dando melhores condições ambientais para o desenvolvimento da doença.
O coletor de esporos ''SIGA'' é um aparelho simples, de baixo custo, que captura esporos de diferentes fungos, os quais serão identificados no microscópio óptico. A nova versão do coletor SIGA, conta ainda com o cooler, para sucção dos esporos, que é movido através de baterias recarregadas com a energia solar.
Um segundo equipamento vem sendo ainda desenvolvido por pesquisadores da UEL, constituído de sensores que indicam a estimativa da porcentagem de molhamento foliar em diferentes alturas da cultura. Tal equipamento, aliado ao coletor de esporos ''SIGA'' fornecerá informações mais acuradas acerca da possibilidade infecção efetiva da doença.
Da Redação

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