'Nosso rigor é para entregar o melhor'

O sementeiro Luiz Sergio Tanferri afirma que as empresas que comercializam o produto têm aumentado a frequência de análises sobre o produto já no campo, para garantir a satisfação dos clientes. Fornecedor da Integrada Cooperativa Agroindustrial e diretor de campos de semente em Arapongas, ele conta que a meta é comprovar no mínimo 85% de germinação. "Somos muito rigorosos em relação a doenças para entregar o melhor possível ao mercado", diz o proprietário da Fazenda Carmelina.
Qualquer resultado laboratorial na propriedade que fuja aos padrões da cooperativa resulta em descarte da semente como grãos comuns. "Tivemos muitas chuvas neste ano e, por consequência, muito descarte", afirma. Tanferri. "A vistoria agora é no campo, não precisa mais colher, entregar e enviar a amostra ao laboratório, então a semente chega na Integrada aprovada para germinação de 85% para cima", completa.
Cultivador de sementes de soja, milho, aveia e trigo, ele lembra que os sementeiros precisam acompanhar as últimas atualizações no mercado em produtos para tratamento do grão. "A Embrapa é aqui, em Londrina, então mantemos contato com os pesquisadores e recorro a eles para tirar qualquer dúvida", diz, sobre a segurança que o comprador tem com o produto.
Para Tanferri, a pirataria não vai acabar, mas o risco não vale a pena. "Se você compra de uma cooperativa e o resultado não é o esperado, você vai ser reembolsado, já vi acontecer. Então a semente certificada funciona como um seguro."
TUDO À MÃO
O gerente de produção de sementes da Integrada, Romildo Birelo, afirma que a cooperativa tem capacidade de sementes para oferecer a todos os associados. "Em volume, porque muitos preferem uma variedade de cultivar em relação à outra e precisamos ajustar um pouco", diz. São 370 mil sacas de 40 quilos ao ano, com 150 sementeiros.
Birelo conta que nem sempre é preciso elevar a produção ou uso de sementes paga ter maior produção, o que mostra a importância da pesquisa. "Sempre há ajustes por área de plantio. Há dez anos eram mais de 20 sementes por metro, há três aos eram 15 e hoje foi feito um novo ajuste para dez a 12", explica, ao lembrar que tudo depende da cultivar. "Algumas têm uma capacidade de ramificação grande e reduz a necessidade de semeadura, o que é bom, porque o valor agregado da semente também aumentou e é possível diluir o custo", completa.
Como a cooperativa trabalha com escala, ele diz que há economia na compra de produtos para tratamento e a possibilidade de oferecer um serviço personalizado, sem o risco de acidentes químicos para o agricultor. "O produtor tem muito o que se preocupar durante o plantio e saber que pode ter uma semente tratada, pronta para colocar no solo e com garantia só facilita o trabalho", diz Birelo. (F.G.)





