Nos sentidos, todos os gostos do café
Ao tomar um cafezinho, ativamos todos os nossos sentidos, com exceção do ouvido. Assim começou a palestra sobre As qualidades organolépticas do café, apresentada por Marino Petraco, da Illy Café, Itália.
Organoléptica é justamente a característica de certas substâncias que impressionam os sentidos no organismo humano, e o processo de fazer a bebida pode ressaltar as qualidades e também os defeitos do produto.
O café expresso, maneira italiana de se tomar café, hoje difundida em todo o mundo, tem entre suas caracteristicas destacar as propriedades organolépticas, atingindo o visual, o olfato, o gosto. Hoje é muito valorizada a maneira de se tomar o café, e o expresso atende um novo conceito, com um café preparado na hora, comentou Marino. O café não fica pronto na garrafa, esperando para ser tomado, e sim você espera pela elaboração da bebida, feita especialmente para cada consumidor.
O café expresso passa por várias fases e é produzido pela pressão elevada da água e não só pela temperatura. A espuma é a fase que atinge o visual, é a primeira marca de uma boa preparação. Deve ser de cor marrom não muito escuro, descreveu Marino.
Outra fase é a solução propriamente, composta de cafeína, ácidos e sais, e depois a emulsão, que são as gotículas de óleo de café só mantidas na bebida produzida pelo expresso. Nos outros processos, o óleo desaparece. A densidade e viscocidade da bebida é que vai dar a característica mais encorpada ou não. O bom café é aquele que tem um equilíbrio entre o amargo e o ácido.
Além do processo em si, Marino destacou a importância da utilização de boas variedades. A matéria-prima é fundamental neste processo, pois a presença de grãos fermentados, verdes ou riados é destacada. (C.C.)





