Publicação da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), sobre os cuidados com os bezerros de rebanhos leiteiros, orienta que qualquer sistema de criação deve ter como preocupação fundamental a higiene. A exemplo do gado de corte, uma série de medidas devem ser tomadas antes de parto para garantir a saúde do recém-nascido. No oitavo mês de gestação as vacas devem ser vacinadas contra diversas doenças a fim de aumentar os níveis de anticorpos no colostro. Essas vacinas devem ser aplicadas seguindo orientação específica para o rebanho das principais doenças que ocorrem nas regiões onde está a propriedade. Os anticorpos do colostro ajudarão na adaptação dos recém-nascidos ao seu novo ambiente.
É importante também a cura bem feita do umbigo, com solução alcóolica de iodo, que pode ser feita na fazenda mesmo. O trabalho impede a entrada e a multiplicação de microorganismos que produzem uma doença comum em bezerros, a onfaloflebite, conhecida como inflamação do umbigo. Essa doença pode ser porta de entrada para outros problemas como pneumonias, artrites, abscessos hepáticos, renais, cardíacos e outros.
Nos bovinos não há transferência de anticorpos da vaca para o bezerro durante a gestação. Para nascerem praticamente isentos de anticorpos eles dependem do colostro para adquirir resistência às doenças. Esses anticorpos maternos são absorvidos integralmente pelo intestino nas primeiras 12 horas de vida e permanecerão na circulação sanguínea até ao redor do quarto mês, quando os bezerros já serão capazes de produzir seus própiros anticorpos. O bezerro recém-nascido não deve ingerir nenhum alimento ou mesmo água, antes colostro (C.B.)

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