Norte Pioneiro lidera produção de morangos
A região do Norte Pioneiro, chefe da Emater de Pinhalão, Edson Roberto Vaz Ronque, é a maior do Estado no cultivo do morango, com 90 hectares de área plantada por 391 pequenos produtores. Os municípios de Pinhalão e Jaboti são destaque, seguidas por Conselheiro Mairink, Japira, Jaboti e Santana do Itararé. Em Ibaiti, a cultura está em fase de implantação. O morango orgânico foi adotado por apenas 10 agricultores de Jaboti mas que já possuem certificação do produto.
Ronque diz que as exigências de agroquímicos do morango são comuns a qualquer variedade hortifruti. Entre os insumos os principais produtos utilizados são os fungicidas. O técnico garante que, se respeitadas as carências dos produtos, não há risco de resíduos. O número de defensivos registrados disponíveis para a cultura no Estado é pequeno. O Paraná, de acordo com o técnico, é o mais rigoroso no País para o uso de agrotóxicos.
Fatores climáticos como o excesso de chuvas e o calor, além da consciência do produtor, determinam o número de aplicações. Edson Ronque orienta que, por garantia, o consumidor procure conhecer a procedência do morango. ''Todos os produtores atendidos pela Emater seguem normas e, por isso, possuem produtos de qualidade'', garante. Os escritórios da Emater dessas cidades produtoras informam os nomes das pessoas que são assistidas pelo órgão.
Ronque elaborou um proposta de intrumentos básicos de rastreabilidade de morango. O objetivo é contribuir para o processo de certificação da fruta que, como já ocorre com a carne bovina e alugns vegetais, deve acontecer em breve. O acompanhamento da produção faz parte da crescente exigência de mercado pela segurança alimentar. A proposta foi apresentada por Ronque no mês passado como trabalho de conclusão de uma especialização feita junto a Universidade Federal do Paraná.
O processo prevê acompanhamento para todas as fases de produção do morango, desde produção de matrizes até a ação dos intermediários, atacadistas e varejistas. Pela falta de literatura na área, Ronque adaptou as regras de rastreabilidade já existentes à cadeia produtiva do morango. A implantação do projeto, para ele, deve ser feita por programas governamentais. ''Não há condições para grupos pequenos cuidarem de normas de produção, certificação e fiscalização''. (C.G.).





