Atualmente, a associação maringaense faz parte de um programa maior chamado Parceiros Orgânicos do Noroeste. Segundo o presidente da Associação Alternativa Pé na Terra (Aapt), Davi José Chagas, estão envolvidos no programa os 160 produtores da Aapt e entidades como o Senar, Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae), Universidade Estadual de Maringá (UEM), prefeituras municipais, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep) e Emater.
Também participam do projeto mais de 160 agricultores da Associação de Produtores Orgânicos das Águas dos Rios Paraná/Piquiri (Aproap). ''Dissidente da Aapt, a organização engloba produtores da região de Paranavaí, Campo Mourão e Umuarama, conhecidos pela produção de acerola orgânica'', informa Chagas.
Ele conta que a Aapt surgiu muito antes do projeto Parceiros Orgânicos, com a proposta de resgate social das comunidades participantes. Só em 2004 a associação incorporou-se ao programa da região Noroeste, associando cerca de 160 produtores orgânicos de 12 municípios da região de Maringá. ''O projeto foi encampado pela associação porque já não dava resultados enquanto era administrado apenas por entidades públicas'', diz Chagas.
Segundo ele, em 2002, 469 produtores participaram de um treinamento que visava a conversão das propriedades. Outros 168 tinham interesse na capacitação, mas apenas 138 efetivamente converteram a produção. ''A maioria desistiu porque trabalhava de forma individualizada. Ai começou o papel da associação.'' Hoje, o projeto Parceiros Orgânicos do Noroeste conta com mais de 300 produtores, espalhados por mais de 20 municípios paranaenses.
A empresa escolhida para certificação das propriedades, como informa o presidente da Aapat foi o Instituto Biodinâmico (IBD), de Botucatu (SP). ''O certificado do IBD possibilita aos produtores vender não só no mercado interno, como no externo'', esclarece.
(M.G.)

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