No topo da produção e do consumo
O Brasil é o maior produtor mundial de feijão e também o maior consumidor. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o ano safra 2007/2008 deve colher 3,5 milhões de toneladas em 3,83 milhões de hectares. O consumo na casa dos 3,4 mi toneladas dá ao País também o posto de maior consumidor. Praticamente toda a produção, vai para o prato dos brasileiros. O Paraná é o maior produtor nacional, respondendo por cerca de 16% do total. Com a medalha de prata está Minas Gerais com média 14%.
Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado (Seab), os parananenses devem jogar no mercado 784,5 toneladas de produto neste ano-safra. A previsão para a safra das secas, ainda em colheita, é de 355,8 toneladas. A safra das águas fechou em 418,3 toneladas, animando os agricultores, apesar da redução de 30% da área produtora em relação a safra 2006/2007 ocasionado pelos baixos preços do primeiro semestre deste ano. O fechamento indicou queda de 9,4% do potencial inicial, mas rendimento 15% acima da média obtida nas cinco últimas safras. A terceira delas é a menor e não baliza os produtores para os plantios vindouros. A previsão é que chegue a 10,43 toneladas.
Dados da Conab apontam que, nos últimos quatro anos, a área média cultivada no Brasil ficou em 4,2 milhões de hectares e a produção em torno de 3,1 milhões de toneladas. A produção de feijão-cores representa cerca de 63% do volume produzido, a de feijão preto,18%, e a de macaçar (feijão-de-corda), 19%. O feijão carioca está distribuído de forma uniforme nas três safras anuais, o feijão preto concentra-se no Sul do País, com 70% de sua produção oriunda da 1 safra.
Vários fatores influem na qualidade do produto, envolvendo cuidados desde a fase de pré-produção, época de plantio, até a comercialização - incluindo aí o armazenamento. Aliás, esta é uma das particularidades da leguminosa, que a prejudica comercialmente. Quanto menos tempo ficarem armazenados mais qualidade terão os grãos. Com isso, vender o quanto antes é palavra de ordem no setor. Essa venda logo após a colheita impede o produtor de programar a comercialização e influenciar preços. (C.P.)





