Boa colheita e lucratividade também estão sendo comemoradas pelos produtores de laranja do Norte do Paraná. A Cooperativa Agropecuária Rolândia (Corol), que mantém uma indústria de suco, já colheu 55% da safra atual, com a produção atingindo a expectativa de 1,2 milhão de caixas (40,8kg).
  A área de plantio corresponde a 3.300 hectares espalhados em mais de 30 municípios, com as variedades pêra, iapar 73, valência e folha murcha.
  O preço pago pela laranja é de R$ 10,00 a caixa. O custo de produção, segundo o presidente da cooperativa, Eliseu de Paula, é de aproximadamente R$ 3,00 incluindo colheita e transporte.
  ‘‘Na safra passada o ganho do produtor foi de R$ 3.728,00/ha, o dobro da receita líquida da soja’’, comemora. Ele explica que a destinação da produção foi projetada em 200 mil caixas para venda da fruta in natura e 1 milhão de caixas para a indústria, que deverá produzir 3.600 t de suco concentrado.
  O projeto da laranja, desenvolvido há mais de 10 anos, visa atender a demanda da indústria, inaugurada em outubro de 2001. Para a cooperativa, a citricultura é opção de diversificação para pequenos produtores, com garantia de boa renda. Veio também em substituição ao café, pois é mais resistente a geadas.
  A capacidade total de produção da fábrica deverá ser atingida em 2006, quando os pomares já estiverem adultos. Deverão ser colhidas 3 milhões de caixas, com produção de 10 mil toneladas de suco concentrado.
  O suco da Corol, garante Eliseu, é bem aceito nos mercados, ‘‘com padrão de qualidade igual aos melhores do mundo’’. Da laranja a indústria aproveita praticamente tudo: óleos da casca, os aromas (repassados para a indústria química, farmacêutica e alimentícia) e o bagaço para a alimentação animal.
  Na entressafra da laranja, de dezembro a maio, a cooperativa pretende industrializar uva. De acordo com Eliseu, estão confirmados o plantio de 500 ha. A produção começa em janeiro de 2005. C.G.

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