No PR a idéia pode dar certo
No Paraná, a Emater, a exemplo da Cati, de São Paulo, incentiva o cultivo do girassol para fabricação de combustível vegetal. Técnicos e pesquisadores da UEM, Embrapa e Iapar, além de empresas privadas do setor de produção, também estão trabalhando no desenvolvimento de tecnologias de cultivo e equipamentos para facilitar a adesão dos produtores.
O agrônomo Celso Seratto, da Emater, garante que no Paraná existe viabilidade técnica e econômica para a produção desse combustível. ''Entre os outros benefícios, o girassol possibilita a contribuição do setor agrícola para a reduzir a poluição do ambiente e incremento do efeito estufa.''
O fornecimento de matéria-prima para o abastecimento da indústria de biodiesel, segundo Seratto, que já começa a se instalar, ''é um grande desafio e oportunidade.''
Além do girassol e do nabo forrageiro, outras oleaginosas como a mamona, o amendoim e a colza ou canola, que têm opção de serem instaladas em áreas/épocas disponíveis não ocupadas com a cultura principal da propriedade, deverão também experimentar significativa expansão de cultivo, acredita o agrônomo.
Incentivo Parte do trabalho a ser feito no Estado foi divulgado no mês passado, durante a exposição agropecuária de Maringá, com uma unidade de demonstração das etapas do preparo do óleo: prensagem, filtragem e uso como combustível alternativo diretamente num trator agrícola. O produto pode servir de combustível também para funcionar os equipamentos de irrigação e geradores de energia.
A idéia empolga produtores, garante o agrônomo da Emater. Segundo ele, o girassol pode ser cultivado na safrinha em 10% de área sem competir com as culturas de verão. Recomenda-se plantio em fevereiro e colheita em julho. ''É uma cultura de fácil condução e a variedade mais indicada é a Embrapa 122.''
''Para máquinas ou carros a diesel com motores de injestão indireta é possível usar o óleo bruto, o que já está sendo testado em um trator da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e outro da Sociedade Rural,'' conta o agrônomo da Emater.
O girassol, de acordo com o agrônomo, rende 400 kg/óleo/ha numa lavoura com produtividade de 1.500 kg/ha ou 60 scs/alqueire. O custo do litro de óleo, dependendo da produtividade, pode ser de R$ 0,63 a R$ 0,80. Depois da extração do óleo o agricultor terá também a torta de girassol, a ser usada incluída na alimentação animal.
''O agricultor pode alternar com o cultivo de nabo forrageiro, o que permite, além de fabricar outro combustível vegetal, melhorar o sistema de manejo do solo e a produtividade das culturas que serão instaladas na safra seguinte, fazendo rotação de culturas,'' ensina o agrônomo da Emater. Embora não existam testes com uso do nabo para produção de óleo, sabe-se que é também uma opção de combustível vegetal e rende 200 litros/óleo/ha.





