No pasto, a suplementação
No pasto, a suplementação
Segundo o veterinário do Deral, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Adélio Borges, mesmo com a mudança climática, quando os dias têm sido mais quentes, durante a noite o vento e a temperatura mais baixa têm causado danos as pastagens. Para quem não vai confinar ele lembra que será preciso suplementar o gado. Em algumas regiões as gramíneas estão bem secas e não há condições nem de manter o peso dos animais a pasto.
O pecuarista que não vedou o pasto na época das águas e não preparou alimentação suplementar para o inverno, terá que fornecer outro alimento e sal mineral no cocho. A escolha do suplemento, segundo Borges, terá que ser econômica para não tornar a atividade de engorda inviável.
A situação será melhor para quem tiver, perto da propriedade, resíduo de agroindústria disponível. No Sul do Estado, região dos Campos Gerais, segundo o veterinário do Deral, existem plantios de azevém e aveia que podem ser usados na suplementação dos animais. O clima está favorável para estas culturas que deverão ter bom aproveitamento.
No Noroeste do Paraná há na região de Loanda e Paranavaí, indústria de laranja, de onde poderá ser comprado o bagaço para fornecer aos animais. O pecuarista deverá fazer as contas se vale a pena pagar o frete do material até a propriedade. Mais de 50 quilômetros de frete fica inviável, mas se ele tem o caminhão na fazenda este custo fica mais reduzido.
Há também a cama de frango como opção. No Paraná existe a vantagem do aumento de aviários na região de Palotina, Cascavel e outros municípios do Oeste, que poderão fornecer o material. Normalmente corta-se o napier como cama para os frangos e depois essa mesma cama pode ser usada para a engorda de bois.
Mas o veterinário avisa que o pecuarista deverá adicionar também um pouco de farelo de soja, rolão de milho; e aproveitar a safrinha de milho para alimentação animal.





